A rede municipal de ensino de Caraguatatuba finalizou a capacitação de 2.600 servidores em noções básicas de atendimento emergencial, abrangendo educadores, auxiliares, agentes, inspetores e gestores das 64 escolas da cidade entre julho de 2025 e outubro de 2026.
Atendimento em 64 unidades escolares
O encerramento deste ciclo ocorreu na última quarta-feira (8/10), reunindo novos profissionais na Emef Prof. Ricardo Luques Sammarco Serra, localizada na Praia das Palmeiras. A iniciativa visa garantir um ambiente mais seguro para os estudantes da educação básica no litoral paulista.
Estrutura do treinamento de resgate
As instruções foram divididas entre 16 horas de conteúdo digital disponibilizado na plataforma do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo e quatro horas de atividades presenciais. O cabo PM do Corpo de Bombeiros de Caraguatatuba, Sérgio da Silva Costa, conduziu as simulações e repassou orientações vitais para o público.
Durante as aulas, o militar ensinou técnicas de massagem e desengasgo direcionadas a bebês, crianças, jovens, adultos e idosos, além de protocolos de reanimação cardiopulmonar (RCP). Ele também reforçou a necessidade de acionar imediatamente o 192 do SAMU ou o 193 do Corpo de Bombeiros durante ocorrências reais.
“O curso contou com quatro horas/aulas práticas, além de 16 horas/aula on-line, com o conteúdo acessado pelo site do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo. Por mais difícil que seja a situação, mantenha a calma e siga as instruções do atendente de emergência! Você é o elo entre a vida e morte de uma pessoa”, destacou o cabo PM do Corpo de Bombeiros, Sérgio da Silva Costa.
Origem da legislação nacional
A série de capacitações atende às diretrizes da Lei Federal nº 13.722/2018, amplamente conhecida como Lei Lucas. A norma tornou obrigatório o preparo em primeiros socorros para funcionários de colégios públicos, privados e espaços de recreação infantil em todo o território nacional.
O dispositivo legal surgiu após o falecimento de Lucas Begalli Zamora, um menino de 10 anos que perdeu a vida em 2017 por asfixia mecânica durante um passeio escolar, devido à ausência de profissionais capacitados para intervir a tempo.
Após a tragédia, a mãe do garoto, Alessandra Begalli, mobilizou a sociedade e liderou uma campanha por meio das redes sociais que alcançou repercussão nacional, resultando na sanção da lei federal em 4 de outubro de 2018.






