Home / Política / Governo garante apoio para acelerar votação da escala 6×1 no Senado

Governo garante apoio para acelerar votação da escala 6×1 no Senado

Governo Lula diz ter assinaturas para acelerar votação da 6 X 1

O governo federal já assegurou o número necessário de assinaturas para protocolar um requerimento de calendário especial, ferramenta regimental destinada a agilizar a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição que extingue a escala de trabalho 6×1 no Senado Federal.

Estratégia para votação dupla

O instrumento jurídico viabiliza que a matéria seja apreciada em dois turnos durante a mesma sessão. A previsão da gestão federal é que o pedido receba o aval necessário para permitir a votação do texto final nesta quarta-feira (14.out.2026).

O anúncio foi feito nesta terça-feira (13.out) pelo líder do PT no Senado e porta-voz da campanha, Camilo Santana, durante encontro na sede da campanha presidencial localizada no Lago Sul, em Brasília. De acordo com o parlamentar, a iniciativa caberá a um bloco de legisladoras da Casa.

“Vai ser apresentado, não serei eu, será um conjunto de senadoras. Vamos apresentar para que a gente possa votar amanhã os 2 turnos”, declarou Camilo Santana.

Regimento e quórum

O rito abreviado é indispensável para comprimir os prazos legislativos, uma vez que, sem essa autorização regimental, o plenário só poderia concluir o segundo turno em uma data posterior. Para obter sucesso, a PEC exige o apoio mínimo de 49 parlamentares favoráveis em cada uma das votações.

Anteriormente, a expectativa do Palácio do Planalto era debater o tema durante o período de esforço concentrado realizado entre julho e setembro. Contudo, o avanço da matéria ficou restrito à Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania devido a sucessivas falhas de quórum no plenário.

Obstáculos políticos e articulações

O líder governista no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), atribuiu o esvaziamento das sessões a uma estratégia da Oposição. Segundo o parlamentar, a mobilização liderada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e pelo líder oposicionista Rogério Marinho (PL-RN) resultou em ausências propositais para barrar a deliberação.

O texto permaneceu estagnado no Legislativo por aproximadamente três meses, período marcado pelo esfriamento nas relações entre o Executivo e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). O atrito político ocorreu após a rejeição da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Tribunal Superior Eleitoral.

A reaproximação entre o Palácio do Planalto e a presidência da Casa Alta ocorreu com a intermediação dos ministros Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin. Avaliações internas do Partido dos Trabalhadores indicam que as tratativas também avançaram em função do interesse de Alcolumbre em obter sustentação para sua recondução ao comando do Senado.

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *