Na sexta-feira (6.nov.2026), a Polícia Federal deflagrou a operação Lenha Fria com o objetivo de combater a extração ilegal de madeira na Terra Indígena Sete de Setembro, localizada nos municípios de Cacoal (Rondônia) e Rondolândia (Mato Grosso). A ofensiva contou com o suporte estratégico do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e da Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas).
Balanço das apreensões e destruição de equipamentos
Durante os cumprimentos das diligências, os agentes federais efetuaram a prisão em flagrante de um indivíduo suspeito de explorar de maneira clandestina floresta situada em área de domínio público. No local, as equipes apreenderam uma motosserra, dois telefones celulares e uma antena destinada à transmissão de internet via satélite.
O operativo também mirou a infraestrutura logística utilizada pelos criminosos. Os policiais encontraram um trator e duas motos empregados no esquema de retirada da madeira, sendo todos os veículos inutilizados no próprio local da ocorrência. Além disso, o Ibama destruiu 14 toras de madeira que já haviam sido cortadas pelos infratores.
Ataque a tiros e bloqueio de estradas na retirada
A complexidade da missão ficou evidente no momento da desmobilização das equipes. Ao deixarem o território indígena, os policiais depararam-se com a estrada bloqueada de propósito por árvores derrubadas, uma tática recorrente para barrar o trânsito das autoridades.
Durante a tentativa de desobstrução, a comitiva foi alvo de disparos de arma de fogo vindos da mata. Apesar da emboscada armada para impedir a passagem dos agentes, felizmente nenhum integrante da força-tarefa ficou ferido na ação.
A Terra Indígena Sete de Setembro é o território tradicionalmente ocupado pelo povo Paiter Suruí. A exploração e a retirada de recursos florestais da região sem a devida autorização legal constituem crime ambiental grave, cuja apuração é de competência exclusiva da Justiça Federal.






