As vendas externas do Brasil para os Estados Unidos registraram um salto de 87% em outubro de 2026, em relação ao mesmo período do ano anterior. O desempenho positivo injetou US$ 2 bilhões adicionais na economia por meio do mercado norte-americano.
Panorama do comércio bilateral Apesar da disparada mensal, a corrente de comércio entre as duas nações acumula uma retração de 1,8% ao longo de 2026. Os números oficiais foram divulgados nesta 6ª feira (6.nov.2026) pela Secex (Secretaria de Comércio Exterior), órgão ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
Balanço dos dez primeiros meses Entre janeiro e outubro de 2026, o intercâmbio comercial totalizou US$ 68,62 bilhões, valor que engloba a soma de todas as importações e exportações bilaterais.
Aumento nas compras de produtos norte-americanos As aquisições brasileiras de mercadorias vindas dos Estados Unidos também apresentaram alta em outubro, com expansão de 28,6% na base anual. O índice representou um acréscimo de US$ 1,1 bilhão nas importações externas.
Desempenho geral da balança comercial brasileira No cenário global do comércio exterior do Brasil, as exportações avançaram 20% no mês de outubro, atingindo a marca de US$ 37,81 bilhões. Já as importações registraram alta de 14,8%, fechando em US$ 28,49 bilhões.
Superavit e impacto de tarifas Com a diferença positiva entre as vendas e as compras externas, o país registrou um superavit comercial de US$ 9,32 bilhões, o que representa um crescimento de 39,4% na comparação com outubro de 2025. O cenário ocorre após a imposição de sobretaxas de 25% e 12,5% aplicadas pelos Estados Unidos em julho de 2026 sobre parte das mercadorias brasileiras, embora cerca de 52,7% das exportações tenham ficado isentas das tarifas adicionais, segundo o Governo.






