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Dino chama indústria para debater escala 6×1 no STF

Dino inclui indústria em discussão sobre fim da escala 6×1, mas veta debate sobre redução da jornada

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira, 6, a inclusão da Confederação Nacional da Indústria (CNI) em uma audiência de conciliação voltada a discutir o fim da escala de trabalho 6×1. Marcado para a terça-feira 10, às 14h, o encontro reunirá líderes empresariais, centrais sindicais e autoridades públicas na Sala de Sessões da Primeira Turma.

Limites para a negociação no Supremo

Apesar de abrir espaço para o setor produtivo, o magistrado impôs restrições severas sobre o escopo da reunião. Na decisão, ficou estabelecido que a diminuição da jornada semanal de 44 para 40 horas e o aumento do repouso remunerado para dois dias não poderão ser rediscutidos.

“Não estão em discussão a redução da jornada semanal nem a ampliação do repouso semanal remunerado”, avisou o ministro.

A participação da CNI ocorre por meio de uma ação direta de inconstitucionalidade protocolada contra trechos da Emenda Constitucional nº 141/2026, validada pelo Congresso Nacional em outubro e amplamente apelidada de “Emenda do Fim da Escala 6×1”. Como a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) apresentou questionamentos parecidos sob a relatoria do mesmo ministro, as duas contestações foram unificadas no mesmo processo.

Prazos e pontos centrais do debate

Embora a alteração na carga horária esteja fora da mesa, a autoridade permitiu que os participantes debatam os métodos e prazos de adaptação às novas normativas. Estão na pauta a validade de acordos coletivos vigentes, barreiras para regimes de trabalho diferenciados e o cronograma de transição para as empresas.

Além disso, as companhias questionam o impacto da medida sobre micro e pequenas empresas, bem como os reflexos nos contratos firmados com o poder público. O objetivo da sessão é sanar dúvidas jurídicas e buscar entendimentos entre patrões e empregados, mantendo intactas as mudanças legislativas.

Cobranças ao Legislativo e próximos passos

Em paralelo à convocação, o magistrado exigiu que a Câmara dos Deputados e o Senado Federal enviem explicações detalhadas a respeito da emenda no intervalo de cinco dias. Na sequência, a Advocacia-Geral da União (AGU) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) disporão, de forma sucessiva, de três dias cada para emitirem seus pareceres.

O pedido de liminar protocolado pela indústria segue pendente de análise, e o relator ressaltou que a tentativa de acordo não anula a possibilidade de futuras decisões monocráticas ou do plenário sobre a legalidade das normas. Novas reuniões poderão ser marcadas caso o primeiro encontro não esgote todas as divergências.

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