O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ironizou nesta quinta-feira, 5, a fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para os Estados Unidos após ter sido derrotado na eleição presidencial. Durante uma live no YouTube, ao lado do deputado federal André Janones (Rede-MG), o petista chamou o parlamentar de “pé frio” e mencionou a derrota sofrida pelo presidente americano Donald Trump nas eleições parlamentares.
Críticas à postura dos adversários
Durante a transmissão ao vivo na plataforma de vídeos, o chefe do Executivo federal comparou as estratégias de campanha adotadas por seu grupo político e pela oposição, criticando especificamente a demonstração pública de alinhamento com símbolos estrangeiros.
“Aquele gesto (durante a campanha) de pegar a bandeira nacional e levantar, o povo entra numa emoção. Enquanto eu fazia isso, meu adversário pegava a bandeira americana e ficava beijando. E foi correr agora, pé-frio. Derrotou o Trump. Chegou nos Estados Unidos, o Trump perdeu”, declarou o petista durante uma live no YouTube, ao lado do deputado federal André Janones (Rede-MG).
Cobrança de processos judiciais e investigações
O mandatário também pontuou que a viagem do senador teve como objetivo buscar refúgio em território norte-americano, mas ressaltou que o congressista não conseguirá escapar da Justiça brasileira e das apurações em curso conduzidas pelas autoridades federais.
“Foi lá para pegar proteção. Você vai ver a proteção que você vai ter. Você vai ter que voltar para o Brasil, para receber os processos que você tem. Aliás, esses dias, nós vamos mostrar o que fez o Seu Flávio Bolsonaro e aquele advogado que comprou o terreno do papai do bebê”, disse o presidente, em referência ao jogador Richarlison, que disputa judicialmente com o empresário a posse de uma mansão em uma ilha em Angra dos Reis (RJ).
A menção ao advogado Willer Tomaz, investigado pela Polícia Federal (PF) por suspeita de lavagem de dinheiro, integrou o discurso do presidente, que encerrou a transmissão afirmando estar disposto a dar a vida para provar “quem é honesto neste País”.






