As autoridades do Equador efetuaram a prisão de Jacobo Bucaram Pulley, um dos filhos do ex-presidente Abdalá Bucaram, sob a suspeita de envolvimento com o narcotráfico. A ação fez parte de uma operação regional que teve o suporte fundamental da DEA, a agência antidrogas dos Estados Unidos, conforme divulgado pelo ministro do Interior, John Reimberg.
Operação internacional e mandados da Interpol
A captura ocorreu em Guayaquil, onde o alvo foi detido ao lado de mais duas pessoas. Paralelamente, outros dois suspeitos foram capturados no Panamá durante a mesma mobilização conjunta entre as forças de segurança dos países envolvidos.
“Os cinco cidadãos receberam uma notificação vermelha da Interpol e são requeridos por autoridades dos Estados Unidos por supostos crimes relacionados ao narcotráfico”, publicou Reimberg no X.
De acordo com a pasta do Interior, a ofensiva permitiu “colocar os detidos à disposição das autoridades competentes, no âmbito dos respectivos processos de extradição para os Estados Unidos”.
Repercussão familiar e histórico com os EUA
O ex-presidente Abdalá Bucaram utilizou as redes sociais para rechaçar as acusações direcionadas ao herdeiro, classificando a detenção como resultado de “ódio político”.
O clã familiar já possui histórico de atritos diplomáticos com Washington. No ano de 2022, o governo norte-americano declarou o ex-mandatário, sua esposa e três de seus filhos inelegíveis para ingressar no país norte-americano devido à suposta “participação em atos significativos de corrupção”.






