O mercado financeiro brasileiro encerrou a quarta-feira (4.nov.2026) com um alívio expressivo, marcando o fim de uma sequência negativa que durou seis pregões. O Ibovespa registrou alta de 1,23%, fechando o dia aos 167.563,47 pontos, enquanto a moeda norte-americana à vista recuou 0,64%, sendo negociada a R$ 5,451.
Otimismo nos setores da bolsa
O movimento de recuperação foi sustentado principalmente pelo desempenho positivo de áreas estratégicas da economia. As ações do setor bancário, das mineradoras e das companhias que possuem maior sensibilidade às variações das taxas de juros foram as grandes responsáveis por impulsionar o índice para o patamar dos 167 mil pontos.
Influência do cenário externo
A dinâmica política nos Estados Unidos desempenhou um papel central na melhora do apetite ao risco dos investidores. A confirmação da maioria democrata na Câmara e no Senado durante as “midterms” trouxe uma perspectiva de maior estabilidade na condução da política econômica norte-americana. Esse cenário favoreceu o arrefecimento das taxas dos títulos públicos dos EUA, o que, por consequência, enfraqueceu o dólar em escala global.
Pressão do petróleo
Apesar do otimismo generalizado, o desempenho da bolsa brasileira não foi uniforme. O mercado enfrentou resistência devido à forte queda do preço do petróleo no cenário internacional. Com o barril de Brent registrando desvalorização de 8,67%, cotado a US$ 94,62, as ações da Petrobras sofreram pressão vendedora, o que acabou limitando o potencial de ganhos do Ibovespa durante a sessão.
Expectativa pela decisão do Copom
O mercado operou durante todo o dia sob a forte expectativa em relação ao posicionamento do Comitê de Política Monetária. O anúncio oficial da manutenção da taxa Selic em 13,75% ao ano foi divulgado apenas após o fechamento do pregão, consolidando a cautela que pautou as negociações ao longo da quarta-feira.






