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Eleitores americanos decidem sobre aborto, regras trans e impostos em referendos

Aborto, atletas trans e taxa para bilionários: veja resultados de referendos polêmicos nos EUA

As urnas americanas foram cenário de aproximadamente 150 consultas populares espalhadas por mais de 30 estados, abordando temas cruciais que vão desde mudanças constitucionais até reformas eleitorais e tributárias.

Restrições ao esporte feminino e saúde trans

Eleitores do Arizona e de Nebraska aprovaram medidas que restringem a participação de meninas e mulheres trans em equipes esportivas femininas. Em Washington, os primeiros resultados também indicavam apoio à proposta. No Colorado, a apuração apontava maioria favorável a uma medida semelhante.

As propostas ganharam destaque durante a campanha eleitoral. Candidatos republicanos exploraram o tema, depois que estrategistas políticos atribuíram parte da vitória de Donald Trump em 2024 aos ataques do presidente aos direitos das pessoas trans.

Defensores das restrições afirmam que elas protegem meninas e mulheres. Já os críticos argumentam que as medidas discriminam estudantes transgênero.

No Arizona, a proposta amplia uma lei que já impedia meninas e mulheres trans de participar de equipes esportivas de acordo com sua identidade de gênero. Com a mudança, a restrição também passa a valer para escolas particulares.

A medida ainda determina que banheiros e vestiários escolares sejam utilizados apenas por atletas cujo sexo registrado na certidão de nascimento corresponda ao destinado àquelas instalações. Em Nebraska, os eleitores aprovaram a inclusão da proibição na Constituição estadual. Em Washington, a exigência de verificação do “sexo biológico” por profissional de saúde gerou alertas de críticos sobre exames invasivos.

No Colorado, os primeiros resultados indicavam apoio à proibição de cirurgias de transição de gênero em menores. No Missouri, os eleitores rejeitaram incluir essa proibição na Constituição.

Debates sobre o aborto e novos mapas

Eleitores de Idaho e Missouri rejeitaram propostas que poderiam ampliar ou restabelecer restrições ao aborto. Em Idaho, a população votou contra uma iniciativa que estabeleceria o direito ao procedimento até a viabilidade fetal, por volta da 24ª semana. No Missouri, rejeitou-se a restrição apresentada pelo Legislativo republicano, que também vetaria tratamentos de afirmação de gênero.

No cenário dos mapas eleitorais, o Missouri rejeitou um redesenho promovido por republicanos, enquanto Maryland aprovou mudanças que facilitarão o redesenho distrital pelos democratas até 2028.

Tributação de bilionários e regras de voto

Na Califórnia, a proposta de imposto sobre bilionários caminhava para rejeição. A Proposição 40 previa taxa de 5% sobre o patrimônio de 250 bilionários. O governador Gavin Newsom alertou que a medida faria empresas de tecnologia deixarem o estado.

Sobre o voto pelo correio, Califórnia e Colorado rejeitaram exigir o número do Seguro Social ou carteira de motorista, enquanto Nevada apoiou medida similar. Em Montana, o financiamento de campanhas por empresas foi proibido para contornar a decisão da Suprema Corte de 2010 conhecida como Citizens United.

Por fim, o Alasca manteve vantagem para a preservação do sistema de voto por escolha ranqueada, e o Alabama aprovou a execução semanal do hino nacional nas escolas.

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