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Governo federal inicia planejamento para implantar a PEC da Segurança Pública

Governo federal começa a preparar medidas para garantir implantação da PEC da Segurança Pública

O poder Executivo iniciou os preparativos para viabilizar a regulamentação e a execução da nova Proposta de Emenda à Constituição (PEC) voltada para o combate à criminalidade organizada no país.

Mudanças estruturais no combate ao crime

Aprovada recentemente pelos parlamentares, a medida insere formalmente na Constituição Federal o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP). A diretriz promove uma integração mais estreita entre agentes municipais, estaduais e federais.

Além disso, a legislação endurece as penalidades aplicadas a líderes e membros de facções criminosas, milícias e grupos paramilitares, determinando o encarceramento compulsório desses indivíduos em estabelecimentos prisionais de segurança máxima.

Integração imediata e novos desafios

Analistas da área avaliam que a inclusão do tema no texto constitucional estabelece diretrizes fundamentais para o setor. O Fórum Brasileiro de Segurança Pública aponta que ações como o compartilhamento de inteligência, o alinhamento de protocolos e a fiscalização de armamentos podem ser adotadas sem demora.

Contudo, especialistas destacam a urgência de restaurar a pasta ministerial dedicada exclusivamente ao setor.

“Hoje, o Brasil não sabe, por exemplo, uma série de informações sobre lavagem de dinheiro ou o envolvimento do crime organizado com provedores de internet, com desvio de combustíveis. Por quê? Não é que não esteja sendo feito um esforço, só que ninguém conversa com ninguém. O Ministério da Segurança Pública vai poder assumir essa tarefa de coordenação, de troca, de pactuação de regras de cooperação”, afirma Renato Sérgio de Lima, diretor-presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Regulamentação e próximos passos

Até o momento, a gestão federal não divulgou prazos para a reativação da pasta, que deverá encabeçar as novas diretrizes por meio de decretos ou propostas legislativas. Alterações nas regras de progressão de regime, restrições às saídas temporárias de detentos e a regulamentação das guardas municipais ainda exigirão o aval do Congresso Nacional.

Apesar da indefinição sobre o ministério, o comando da pasta da Justiça assegura que iniciativas conjuntas e a unificação de informações começarão a ser aplicadas de imediato.

“Nós teremos a constitucionalização do SUSP, o Sistema Único, a exemplo do que acontece com o SUS na saúde, e, a partir daí, temos uma série de inovações, de uniformização de procedimentos muito importantes. Desde um simples boletim de ocorrência até tantas outras iniciativas”, diz Wellington Lima e Silva, ministro da Justiça e Segurança Pública.

O texto aprovado segue agora para as etapas finais de promulgação após obter o aval favorável do Senado Federal em dois turnos de votação.

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