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Carla Zambelli relata cancelamento de vaquinha online na Itália e pede auxílio

Zambelli diz que plataforma cancelou vaquinha e pede novas doações

A ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) informou na última terça-feira (3.nov.2026) que a campanha de financiamento coletivo organizada por ela em território italiano foi encerrada pela própria plataforma de hospedagem. De acordo com a ex-parlamentar, todas as pessoas que haviam assinado o serviço receberam seus valores de volta e uma alternativa de arrecadação será disponibilizada em breve.

Motivações e formato da campanha virtual O projeto previa cobranças mensais de R$ 50 em troca de acesso a material exclusivo produzido por ela. Em gravação veiculada nas redes sociais, a ex-congressista relatou que não foi informada sobre a justificativa que motivou o encerramento da página.

“Todas as inscrições foram devolvidas, foram reembolsadas e foram canceladas”, disse em vídeo publicado nas redes sociais.

Histórico de arrecadação e barreiras profissionais A ex-deputada pontuou que já havia recorrido ao mesmo site anteriormente para obter fundos, montante que foi repassado integralmente ao advogado encarregado de sua defesa jurídica na Europa.

Entraves financeiros e colocação profissional Zambelli explicou que, mesmo possuindo cidadania italiana, encontra obstáculos para exercer atividades remuneradas no país europeu em virtude da exigência de abertura de conta bancária. Ela responsabilizou a presença de seu nome no sistema da Interpol por esse bloqueio e mencionou que sua equipe jurídica atua para solucionar o caso.

“Eu não tenho vergonha nem de trabalhar e nem de pedir ajuda. Eu não tenho medo de trabalho, muito pelo contrário, já trabalhei em várias coisas, inclusive limpando banheiro”, declarou.

Contexto da situação jurídica na Itália A liberação da ex-parlamentar ocorreu em maio de 2026, após um período de quase dez meses de detenção em solo italiano. O Poder Judiciário do país rejeitou o pedido inicial de extradição referente à pena de 10 anos de reclusão estipulada pelo Supremo Tribunal Federal devido à invasão aos sistemas informáticos do Conselho Nacional de Justiça.

Por outro lado, uma segunda solicitação de extradição permanece sob avaliação. Este caso decorre da condenação de 5 anos e 3 meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, episódios ocorridos após a perseguição armada a um homem na capital paulista em 2022.

Atualmente, a ex-deputada permanece em liberdade enquanto aguarda a próxima sessão judicial perante a Corte de Apelação de Roma, agendada para o dia 24 de novembro.

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