A artista plástica potiguar Lúcia Hinz faleceu na madrugada desta segunda-feira (2), aos 69 anos, em território alemão. Natural de Caicó, na região Seridó do Rio Grande do Norte, ela desenvolveu uma sólida carreira internacional, consolidando-se como uma das principais representantes da arte nordestina no exterior.
Trajetória e legado no exterior A pintora estava em tratamento contra um câncer no pulmão há aproximadamente três meses. Morando na Alemanha desde 1988, a criadora levou suas produções artísticas para mostras e galerias no Brasil, na Europa e nos Estados Unidos.
Destaques da carreira internacional Entre os momentos mais marcantes de sua trajetória profissional estão a exibição de seus trabalhos no Carrousel du Louvre, localizado em Paris, e a criação do painel intitulado “Capital da Cultura”, abrigado na Biblioteca Nacional de Brasília. Além disso, ela alcançou o posto de acadêmica titular da Academia Brasileira de Belas Artes.
Atuação na literatura e família Fora das artes visuais, Lúcia também enveredou pela escrita literária. Em sua autobiografia, Quase nua – entre a razão e a emoção, ela registrou vivências, memórias e reflexões sobre sua jornada pessoal e profissional.
A pintora deixa o marido, três filhos e dois netos. O Governo do Rio Grande do Norte publicou nota oficial de pesar lamentando o falecimento e ressaltando a relevância da projeção internacional alcançada pela obra da artista nascida em Caicó.
Na manifestação oficial, a administração estadual estendeu solidariedade aos filhos Alexander e Katiuscia, bem como aos demais parentes, amigos e admiradores da obra da artista plástica.






