O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) realizou na manhã desta terça-feira (13) a sua primeira visita ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, desde que o Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou as restrições que impediam o encontro entre os dois.
Condenação e cumprimento de pena
Jair Bolsonaro cumpre uma pena de 27 anos e 3 meses de reclusão por tentativa de golpe de Estado. A execução penal ocorre em regime de prisão domiciliar, na residência do ex-mandatário situada no bairro Jardim Botânico, localizado em Brasília.
O senador chegou ao endereço residencial por volta das 9h40 e permaneceu no local por aproximadamente uma hora, deixando o imóvel logo em seguida para conversar com jornalistas que cobriam a movimentação.
Declarações à imprensa na saída
Ao deixar a residência, o parlamentar relatou o clima do encontro e destacou o otimismo do pai em relação ao cenário político atual do país, mencionando a configuração das futuras bancadas no Congresso Nacional.
“Saio muito feliz daqui. Ele estava muito alegre com o resultado dessas eleições, com o primeiro turno e a gente na frente. Estava muito feliz de ter sido ouvido pela maioria do povo brasileiro, que deu um Senado forte para a legislatura a partir de 2027. Uma Câmara ainda mais forte, ainda mais à direita. Então, a expectativa dele é a melhor possível com o futuro do nosso Brasil”
Decisão de Alexandre de Moraes
A liberação para que o senador pudesse visitar o pai foi concedida na segunda-feira (12) pelo ministro do STF Alexandre de Moraes. A medida jurídica aconteceu logo após o término do prazo de 90 dias de suspensão que havia sido aplicado em julho deste ano.
A punição anterior havia sido imposta devido ao descumprimento de medidas cautelares estabelecidas pela Justiça. Na época, a restrição foi adotada porque o parlamentar utilizou o momento de uma visita para obter uma carta do ex-presidente e realizar a divulgação do conteúdo em suas redes sociais.
Para o ministro, a atitude representou uma violação direta à proibição de que Jair Bolsonaro fizesse uso de plataformas digitais — fosse de maneira direta ou por intermédio de terceiros —, regra que havia sido imposta quando a prisão domiciliar humanitária foi concedida ao ex-chefe do Executivo em março.






