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Milionários cubano-americanos planejam retorno a Cuba em Miami

'Estamos prontos para partir imediatamente': os milionários de origem cubana que se preparam em Miami para a possível queda do governo da ilha

Em uma luxuosa residência com vista para a baía de Biscayne, na Flórida, membros da elite empresarial cubano-americana se reúnem para traçar estratégias voltadas ao futuro de Cuba, articulando comitês que cobrem desde a infraestrutura energética até a segurança alimentar.

A articulação dos exilados O grupo integra a recém-criada Câmara Nacional de Comércio Cubano-Americana (Cancc) e conta com nomes de sobrenomes tradicionais como Bacardí e Babún. Os participantes compartilham críticas severas à economia da ilha e discutem diretrizes para uma eventual transição pós-comunista, impulsionados pela expectativa de que a atual gestão em Washington force uma ruptura política em Havana.

“A intenção desta noite é reunir sob o mesmo teto os empresários cubano-americanos mais destacados do condado de Miami-Dade”, explica Juan Omar Sixto, presidente da Cancc.

“O objetivo é estar em Cuba assim que cair o regime”, segundo ele.

Diante do ceticismo de analistas políticos e das recentes medidas de liberalização econômica adotadas pelo governo de Miguel Díaz-Canel, a diáspora mantém planos de investimento e exige compensações por propriedades nacionalizadas após a revolução liderada por Fidel Castro em 1959.

Desafios e a realidade na ilha Enquanto os milionários debatem restituições e a criação de uma bolsa de valores, a população local enfrenta crises severas de abastecimento, escassez de combustíveis e apagões frequentes na rede elétrica. Especialistas apontam que a concretização de projetos de reconstrução exigirá bilhões de dólares e um alinhamento complexo entre as expectativas dos exilados e a realidade enfrentada pelos moradores locais.

“Além de fornecer ajuda humanitária e insumos médicos, iríamos fazer negócios em Cuba imediatamente”, garante Sixto.

“No momento, Cuba é como um buraco negro”, reconhece o especialista agrícola Hugo Orizondo. “Não sabemos o que acontece ali. Mas conhecemos seu potencial” de investimento.

Apesar da disparidade entre o planejamento financeiro elaborado em solo americano e a situação cotidiana na ilha, as lideranças do exílio reforçam que continuarão estruturando propostas voltadas à retomada produtiva e à restituição de bens históricos, aguardando o momento propício para atuar diretamente no território cubano.

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