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Ataque a aeroporto na Arábia Saudita deixa mortos e governo iemenita acirra tensão

Houthis emitem alerta de risco para novos ataques a aeroportos da Arábia Saudita

Um bombardeio contra o principal aeroporto internacional de Riade, capital da Arábia Saudita, resultou na morte de 12 pessoas e deixou mais de 300 feridos. A ofensiva, que ocorreu por volta das 15h do horário local de sábado (11), acionou um alerta máximo de risco emitido pelos rebeldes houthis, grupo extremista do Iêmen apoiado pelo Irã, que pediu o afastamento imediato de viajantes e funcionários das instalações aéreas do reino.

Ameaças e novas restrições no espaço aéreo

O comunicado oficial divulgado pelos insurgentes nas redes sociais no domingo (11) estipulou que os terminais sauditas passaram a ser considerados alvos militares legítimos, com exceção dos locais sagrados em Meca e Medina.

“Reiteramos nosso alerta a todas as companhias aéreas, especialistas, funcionários, trabalhadores e viajantes contra o uso dos aeroportos e do espaço aéreo saudita, pois são vulneráveis ​​a ataques e se tornaram alvo de operações para nossas forças, com exceção dos aeroportos em Meca e Medina (cidades sagradas). Instamos a todos a levarem nossos avisos a sério, e a Arábia Saudita é responsável por quaisquer interceptações malsucedidas”, diz o post.

De acordo com informações oficiais, o ataque ocorreu sem que o sistema de defesa saudita emitisse avisos prévios. Mohammed al-Bukhaiti, uma das principais autoridades do grupo rebelde do Iêmen, afirmou ao jornal The New York Times que a investida representou uma retaliação aos bombardeios realizados pela Arábia Saudita contra o território iemenita.

Impacto na economia e eventos internacionais

Apesar do fechamento temporário do Aeroporto Internacional Rei Khalid, o Ministério da Energia da Arábia Saudita confirmou que a conferência internacional de energia planejada para Riade ocorreria conforme o cronograma. O evento, com duração de cinco dias, reúne mais de 70 ministros e centenas de executivos em um centro de convenções próximo ao terminal.

Em paralelo, o Ministério da Educação determinou que todas as escolas da capital passem a adotar o ensino remoto pelo período de uma semana. Um comunicado enviado aos pais detalhou a medida:

“Seguindo instruções do Ministério da Educação, todas as escolas de Riade passarão para o ensino à distância durante toda a semana”, dizia um e-mail enviado aos pais, visto pela AFP.

Reações diplomáticas e cancelamentos de voos

Empresas aéreas como Kuwait Airways, Etihad Airways e Qatar Airways suspenderam imediatamente rotas com destino a Riade. Embaixadas de nações como Estados Unidos, Reino Unido, Espanha e Alemanha emitiram orientações severas para que seus cidadãos evitem o complexo aeroportuário.

Questionado por jornalistas na Casa Branca sobre um possível envolvimento militar norte-americano na retaliação aos insurgentes, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou:

“Talvez. Vamos analisar. Acabamos de saber do ataque mais recente, então vamos tomar uma decisão. Agimos muito rapidamente”, disse Trump a jornalistas na Casa Branca.

Histórico recente de confrontos

Este episódio marcou o terceiro ataque contra a mesma estrutura aeroportuária em apenas uma semana. Na quinta-feira (8), um avião comercial da Saudi Arabian Airlines já havia sofrido danos graves devido a uma explosão no local.

A escalada reflete o recrudescimento da guerra civil no Iêmen, onde forças governamentais auxiliadas pela coalizão saudita tentam conter o avanço houthi. Enquanto o grupo rebelde intensifica o lançamento de mísseis contra alvos na Arábia Saudita, autoridades locais anunciaram a retomada do controle sobre a estratégica passagem marítima do estreito de Bab el-Mandeb.

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