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Corinthians recebe prazo até dezembro para quitar dívida de R$ 20 milhões

Corinthians tem até dezembro para pagar cerca de R$ 20 mi

O Corinthians tem até o dia 3 de dezembro de 2026 para quitar cerca de R$ 20 milhões referentes a parcelas atrasadas e multas de um acordo firmado com credores. Caso não comprove a quitação dos valores, o clube alvinegro poderá permanecer impedido de registrar novos atletas até 16 de julho de 2027. A determinação foi oficializada na última terça-feira (3.nov.2026) pela CNRD (Câmara Nacional de Resolução de Disputas), ligada à CBF (Confederação Brasileira de Futebol).

Composição do valor cobrado e novas punições

O montante exigido engloba aproximadamente R$ 16 milhões em prestações que não foram quitadas, somados a uma multa de 25% que gira em torno de R$ 4 milhões. A restrição aplicada pela entidade nacional teve início em 17 de julho de 2026 e possui término previsto para 17 de janeiro de 2027, mas o descumprimento da nova regra pode estender a punição por mais seis meses, totalizando um ano de sanção.

Conhecido no meio esportivo como transfer ban, o bloqueio impede a inscrição de reforços para partidas oficiais. Vale destacar que o clube paulista também enfrenta outros dois impedimentos impostos pela Fifa por causa das negociações dos meio-campistas Charles e José Martínez. Por se tratarem de processos totalmente separados, a resolução do caso na esfera nacional não elimina as restrições internacionais.

Ação do Cuiabá e investigação financeira

A nova determinação da CNRD ocorreu após um pedido formal do Cuiabá, que atua como o principal credor do Corinthians dentro do plano coletivo de pagamento. O time mato-grossense exigiu a rescisão do acordo e um veto de dois anos para registro de novos jogadores, tendo os pleitos atendidos parcialmente pelo órgão da CBF.

Em nota oficial divulgada no dia 22 de setembro, o Cuiabá esclareceu que o débito referente à negociação do volante Raniele havia sido parcelado em 24 vezes trimestrais com quitação prevista para 2031, mas a prestação que venceu em 17 de julho não foi paga. Além da punição desportiva, o caso resultará em uma apuração conduzida pela Anresf (Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol) acerca dos atrasos financeiros.

Histórico do acordo e posicionamento alvinegro

Validado em abril de 2025, o plano coletivo estruturado pelo Corinthians envolveu aproximadamente R$ 76 milhões em débitos acumulados com atletas, agentes e outras equipes, estipulando repasses trimestrais ao longo de seis anos. A ferramenta serve para unificar débitos em um único calendário, trazendo maior previsibilidade financeira. Em pronunciamento emitido em 20 de outubro, o Corinthians afirmou estar ciente das pendências e trabalhar para regularizar a situação.

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