Reeleita para comandar o Distrito Federal por mais quatro anos, a atual governadora Celina Leão vai iniciar o novo mandato diante de dois desafios centrais na área econômica: administrar a crise envolvendo o BRB e reequilibrar as contas públicas do DF.
Conexão entre os problemas financeiros Os desafios não têm apenas relação temática: são ligados diretamente. Isso, porque o próprio governo do DF reconhece que o BRB precisa de um empréstimo bilionário para se salvar. E, como acionista majoritário, caberia ao próprio governo quitar essa dívida no médio prazo.
A crise e o Banco Master A crise do Banco de Brasília foi causada pelas negociações e operações malsucedidas com o Banco Master. Em março de 2025, o banco público anunciou a intenção de comprar parte da instituição privada, prestando-se a transações que culminaram no indiciamento de 15 suspeitos pela Polícia Federal em outubro.
Celina Leão sempre procurou se distanciar das operações que envolveram o BRB e o Banco Master, afirmando que não participou das negociações e que era contrária à operação. Quando se tornou governadora do GDF, passou a defender medidas para recuperar a instituição e afirmou que “assumiu o problema do BRB”.
Busca por empréstimo e balanço O banco estima que pelo menos R$ 8,8 bilhões em créditos comprados sejam inexistentes, fraudados ou de difícil recuperação. Para reforçar o capital, o GDF busca um empréstimo de R$ 6,6 bilhões com o Fundo Garantidor de Créditos.
Em entrevista após a vitória nas urnas, a governadora comentou sobre o balanço do BRB, ausente desde novembro de 2025, e cravou que o “balanço não pode ser publicado antes do empréstimo”, segundo declaração dada na ocasião.
Gestão das contas públicas Além da crise do BRB, as contas públicas do Distrito Federal exigem atenção imediata. Desde março, o governo anunciou cortes de gastos e revisão de contratos após identificar um “rombo bilionário” nas finanças locais.
A Secretaria de Economia detalhou um déficit inicial e projetou superávits posteriores, culminando no envio do Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2027 sem previsão de déficit para o próximo ano.






