Um paciente que apresentava fraturas no pé precisou ter a perna imobilizada com o uso de pedaços de papelão durante um atendimento prestado na rede pública de saúde do município de Currais Novos, localizado no estado do Rio Grande do Norte.
A grave falha no atendimento municipal A denúncia inicial foi feita por veículos da imprensa local e ganhou repercussão nacional após ser divulgada pela Associação Brasileira dos Técnicos em Imobilizações Ortopédicas (Astego).
Falta de insumos na rede pública Conforme os relatos apresentados, a adoção desse método improvisado ocorreu em decorrência da escassez de gesso e de outros insumos fundamentais na unidade de saúde. Fotografias que circularam nas redes sociais evidenciam a perna do paciente envolvida no material inadequado.
Riscos para a saúde do paciente A Astego expressou revolta diante do ocorrido e chamou a atenção para o perigo de intervenções médicas inadequadas em casos de fraturas. A entidade destacou que recorrer a papel e papelão no lugar de aparatos ortopédicos oficiais pode prejudicar gravemente a recuperação do indivíduo e gerar sequelas na consolidação óssea.
Providências legais e fiscalização Diante da gravidade da situação, a associação declarou que enviará documentos formais à Prefeitura e à Secretaria Municipal de Saúde exigindo esclarecimentos. Além disso, o caso será formalmente reportado ao Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) e aos órgãos competentes de controle sanitário.
Contexto político do município O episódio ocorre em uma cidade que registrou votação expressiva para o atual cenário político nacional. Nas eleições presidenciais, o município deu ampla vantagem a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, quando o candidato obteve 64,83% dos votos válidos, somando 16.991 eleitores, enquanto o adversário Flávio Bolsonaro (PL) alcançou 35,17%, com 9.219 votos.






