O ex-prefeito do Rio de Janeiro e candidato derrotado ao governo estadual, Eduardo Paes (PSD-RJ), utilizou suas redes sociais nesta 3ª feira (3.nov.2026) para exigir a realização de um 2º turno no Estado e anunciar a retomada de sua articulação política.
Justificativa para a pausa
De acordo com o político, a ausência de manifestações públicas após a decisão da Justiça Eleitoral ocorreu de maneira estratégica para preservar o pleito presidencial.
“Muita gente me perguntou por que eu fiquei em silêncio sobre a eleição aqui no Rio desde a decisão do Tribunal Superior Eleitoral. A resposta é muito simples: entendi que a disputa jurídica do Rio não podia atrapalhar a eleição presidencial. O país precisava votar com tranquilidade, e foi isso que aconteceu. Agora chegou a hora de falar sobre isso”, afirmou.
Pressão de setores da sociedade
Apesar de ter admitido o triunfo de Douglas Ruas (PL) em 8 de outubro, Paes afirmou ter decidido “reiniciar a luta” motivado por pressões vindas de diferentes segmentos da população fluminense que exigem uma nova etapa de votação.
Origem do impasse jurídico
O imbróglio começou em setembro, quando o TRE-RJ rejeitou o registro de candidatura de Anthony Garotinho (Republicanos-RJ) por causa da suspensão de seus direitos políticos. Com o recurso da defesa no TSE, os sufrágios do ex-governador ficaram contabilizados como “anulados sub judice”.
A coligação de Paes solicitou urgência ao tribunal superior devido à insegurança jurídica. Como o veredito saiu após a lacração das urnas, Garotinho apareceu na votação de 4 de outubro e somou 274.411 votos (3,17%).
No dia seguinte, contudo, Garotinho desistiu da ação. A exclusão definitiva dessa votação alterou o total de válidos, elevando o percentual de Ruas para mais de 50% e assegurando sua vitória logo na primeira etapa. Naquela época, Paes acusou Ruas e Garotinho de articularem um esquema para impedir o 2º turno.






