Um jovem de 14 anos morreu afogado na tarde de domingo (1º) após mergulhar em um lago artificial localizado em uma área de pedreira no bairro Lindo Parque, situado em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
Buscas e resgate no local
Rodrigo José Oliveira Barreiro estava acompanhado de amigos quando entrou na água e acabou desaparecendo. Equipes do Corpo de Bombeiros realizaram buscas por aproximadamente duas horas até encontrarem o corpo a cerca de cinco metros de profundidade.
Moradores da região também tentaram prestar socorro antes da chegada do socorro especializado. O padrinho do adolescente, Marcos André de Souza Santos, relatou a tentativa de resgate:
“Eu entrei dentro da água procurando o corpo, mas ele já estava submerso. Procuramos durante horas. Veio mais gente, meu sobrinho Caíque e outros moradores entraram na água, mas nada. Ele estava no fundo. Quando os bombeiros encontraram, falaram que estava a cinco metros de profundidade”, contou.
O corpo de Rodrigo foi sepultado na segunda-feira (2) no Cemitério de São Gonçalo.
Falta de isolamento na pedreira
De acordo com relatos de vizinhos, o terreno onde fica o reservatório não possui cercas ou qualquer tipo de isolamento, permitindo entrada livre pela rua. A população local afirma que as crianças haviam descoberto o lago recentemente e frequentavam o espaço.
A família declarada desconhecer a profundidade do local. O padrinho criticou a falta de segurança na área da antiga exploração mineral:
“Eu não sabia que tinha essa fundura e essa dimensão que está agora. Está enorme. Você olha assim e parece o Piscinão de Ramos. É de livre acesso. Nunca foi isolado”, relatou.
Vale destacar que lagos artificiais costumam surgir em zonas de mineração quando as escavações alcançam o lençol freático, acumulando água subterrânea e da chuva.
Investigação policial e homenagens
O caso é investigado pela 72ª Delegacia de Polícia, em São Gonçalo, que realiza diligências para esclarecer os fatos que envolveram o afogamento.
O estudante cursava o ensino fundamental em Saquarema. O padrinho emocionado relembrou os planos para o futuro do garoto:
“Eu falei: ‘Rodrigo, eu acredito em você. Você está estudando em Saquarema, acredito que vai trazer o nono ano e essa alegria para a gente’. Ele falava que eu era o herói dele”, relembrou.






