A Estação Xerente, localizada na região sul de Palmas, registrou forte aglomeração e superlotação na manhã desta terça-feira (4). O cenário foi provocado pelo início da greve dos motoristas da Sancetur, concessionária que opera o serviço de transporte coletivo na capital tocantinense.
Paralisação aprovada em assembleia
A interrupção das atividades teve início às 4h, após ser formalizada pelo Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transportes Rodoviários e Operadores de Máquinas do Estado do Tocantins (Simtromet). De acordo com a liderança sindical, a medida extrema foi referendada pela categoria durante uma assembleia geral realizada no dia 23 de outubro.
Até o momento da última atualização desta reportagem, a Prefeitura de Palmas ainda não havia se manifestado sobre os impactos da paralisação na mobilidade urbana da cidade.
Manutenção de frota mínima
Como o transporte público é classificado como um serviço essencial, a entidade sindical confirmou que 30% da frota total continuará operando durante os dias de paralisação. Os horários específicos e as linhas contempladas durante o período de greve devem ser consultados diretamente nos canais oficiais de comunicação do sindicato.
Reivindicações da categoria
O principal motivador do movimento grevista é a exigência pelo cumprimento do piso salarial estabelecido na Convenção Coletiva de Trabalho de 2026. A categoria aponta que a empresa Sancetur não apresentou nenhuma proposta satisfatória durante as mesas de negociação mediadas pelo Ministério Público do Trabalho, processo que se arrasta desde o mês de junho.
Além da pauta financeira, os motoristas exigem reparações estruturais significativas para o exercício da profissão. Entre os pleitos estão a instalação de banheiros e bebedouros adequados nos pontos finais e terminais, a eliminação de descontos salariais e no vale-alimentação classificados como irregulares, e o respeito integral à jornada de trabalho e aos períodos de descanso determinados pela legislação vigente.






