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Polícia espanhola desmantela acampamento por moradia em Madri

Polícia espanhola desmantela acampamento pelo direito à moradia em Madri

O acampamento montado por manifestantes que exigiam o direito à habitação na praça Puerta del Sol, no coração de Madri, foi desocupado na madrugada desta terça-feira (3). A mobilização durou pouco mais de cinco semanas e terminou com a atuação de equipes de limpeza no local.

A ação de segurança e o impacto político A operação contou com um efetivo de 220 policiais nacionais e 180 policiais municipais, além do apoio de bombeiros e equipes de assistência social. A crise habitacional é apontada como um dos principais problemas enfrentados pela população local atualmente.

“O dispositivo foi integrado por 220 agentes da Polícia Nacional e 180 da Polícia Municipal de Madri, com a participação de bombeiros e serviços sociais”, afirmou a delegação do governo, que celebrou uma “operação que permitiu concluir a retirada sem alterações violentas da ordem pública”.

Confronto de versões sobre a desocupação Enquanto as autoridades relataram uma operação pacífica, os organizadores do ato apresentaram um relato diferente sobre a conduta das forças de segurança durante a intervenção na praça central.

“A retirada do acampamento da (praça) Porta do Sol aconteceu sem distúrbios, nem episódios de violência”, informaram fontes da delegação do governo de Madri. No total, 334 pessoas foram retiradas e duas foram detidas por desobediência e resistência.

Em contrapartida, os responsáveis pelo protesto divulgaram uma nota por meio do aplicativo Telegram classificando o ato como “uma intervenção policial violenta” que deixou “várias companheiras feridas em consequência dos golpes e do uso de gás de pimenta”.

Contexto da crise imobiliária na Espanha As manifestações ganharam força após o falecimento de Maricarmen Abascal, uma aposentada de 87 anos que morreu dias depois de ser despejada de sua residência em Madri no final de setembro.

O episódio intensificou o debate sobre o custo de habitação no país e gerou uma série de protestos públicos. Diante da dificuldade em aprovar medidas legislativas para conter o problema, o primeiro-ministro Pedro Sánchez determinou a antecipação das eleições legislativas para o dia 29 de novembro.

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