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Seedorf trava em exigência da Conmebol e pode desfalcar Corinthians

Seedorf enfrenta novo impasse com a Conmebol para treinar o Corinthians; entenda

O processo de regularização do treinador Clarence Seedorf no comando técnico do Corinthians esbarrou em um obstáculo inesperado junto à Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol). Anunciado pelo clube em 11 de outubro e recém-inscrito no Boletim Informativo Diário (BID) da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o profissional teve a sua licença profissional questionada pela entidade continental em comunicado enviado na última sexta-feira (30).

O motivo do bloqueio da Conmebol

A divergência regulamentar gira em torno do tempo de experiência acumulada pelo comandante à frente de equipes de futebol profissional. O livro de regras da instituição sul-americana estabelece a obrigatoriedade de pelo menos três anos de atuação efetiva para a validação do diploma apresentado pelo comandante estrangeiro.

Desde a sua transição para a área técnica, iniciada em 2014, o holandês acumulou passagens por Milan, Shenzhen FC, Deportivo La Coruña e pela seleção de Camarões. No entanto, o somatório dessas experiências totaliza aproximadamente 27 meses de trabalho prático, ficando abaixo da marca exigida de 36 meses.

Estratégia do clube paulista

Para contornar o veto e garantir o profissional na beira do gramado, a diretoria alvinegra planeja argumentar que o período de três anos em que ele atuou no Conselho de Supervisão da Federação Holandesa de Futebol seja contabilizado. A defesa também incluirá o histórico do ex-jogador como instrutor em programas educacionais de formação de técnicos promovidos pela Uefa.

Enquanto o imbróglio não é solucionado, o comandante vinha exercendo suas funções respaldado por uma autorização temporária, aguardando a emissão dos pareceres definitivos por parte da Uefa e da Conmebol. A CBF deve avaliar todo o dossiê para definir os próximos passos da situação contratual.

Até o desfecho da polêmica, a escalação do técnico para o clássico decisivo contra o São Paulo, agendado para a próxima quarta-feira, permanece cercada de incertezas nos bastidores do clube.

Antes de assumir efetivamente a equipe, o profissional enfrentou burocracias com a documentação que o impediram de ficar no banco de reservas contra o Vitória, partida assistida por ele diretamente das arquibancadas da Neo Química Arena. Posteriormente, comandou a equipe na derrota por 3 a 2 para o Vasco em São Januário e na vitória por 2 a 0 sobre o Mirassol em casa.

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