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Queda de avião na Flórida deixa nove mortos e exige exames de DNA

Vítimas de acidente na Flórida não foram identificadas, e autoridades falam em usar DNA

As autoridades do condado de Palm Beach, na Flórida, informaram que a identificação completa dos ocupantes de um avião que caiu na região exigirá a realização de exames genéticos. A tragédia resultou na morte de nove pessoas após a queda e explosão de uma aeronave executiva em uma zona residencial.

Desafios na investigação do acidente O administrador do condado de Palm Beach, Joseph Abruzzo, comentou sobre a complexidade do trabalho pericial em uma entrevista coletiva.

“As equipes estão trabalhando na coleta e na análise. Será necessário fazer alguns exames de DNA. É um processo demorado, então eu não tiraria nenhuma conclusão de imediato”, declarou Joseph Abruzzo.

Por sua vez, o investigador encarregado pelo caso, Timothy Montville, destacou que a principal dificuldade no momento consiste na remoção dos destroços localizados no interior da cratera aberta pelo impacto contra o solo.

Brasileira estava na tripulação da aeronave Familiares confirmaram que a jovem Nathalia Gadelha Filgueiras, de 20 anos e filha de brasileiros, exercia a função de copilota no Learjet 60. O voo havia partido de Austin, no Texas, com destino final nas Bahamas, mas acabou despencando em uma área residencial e explodindo ao atingir o solo. O secretário de Transportes dos Estados Unidos, Sean Duffy, confirmou o óbito de todos os nove ocupantes.

Nathalia ganhou notoriedade na mídia norte-americana em 2023, período em que obteve sua licença de voo particular com apenas 17 anos, antes mesmo de tirar a habilitação de motorista. Durante entrevista concedida à emissora CBS12 News na época, ela comentou sobre a dualidade entre pilotar e dirigir:

“Eu até me gabo disso, porque as pessoas dizem: ‘Ah, você não sabe dirigir’, e eu respondo: ‘É, mas sei pilotar’”, afirmou Nathalia Gadelha Filgueiras na ocasião.

Ela também brincou com a situação ao falar sobre o cotidiano: “Algumas pessoas acham estranho que eu consiga pilotar aviões, mas não saiba dirigir um carro. Acho engraçado e agora quero muito tirar minha carteira de motorista”.

Comunicação de emergência e últimos momentos Registros de áudio entre a tripulação e os controladores de tráfego aéreo revelaram os instantes dramáticos anteriores ao impacto. Uma voz feminina relatou severas dificuldades com turbulência e formação de gelo, culminando em um pedido de socorro e em uma perda drástica de altitude.

“Mayday, Mayday! Estamos descendo 10 mil pés por minuto”, exclamou a tripulante.

A gravação ainda capturou momentos de desespero com avisos sobre a velocidade excessiva e a proximidade do solo. Em um dos trechos mais tensos, a mulher disse: “Vamos bater no chão”. Logo em seguida, gritou: “Olhe lá fora, Jack, olhe lá fora! Estamos sem tempo”.

Investigação em andamento A aeronave decolou às 9h36 do horário local e caiu pouco antes das 13h na localidade de Greenacres. As causas oficiais da queda continuam sob apuração do Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos (NTSB) e da Administração Federal de Aviação (FAA). Especialistas avaliam que condições meteorológicas adversas, como gelo e turbulência, podem ter influenciado o desastre aéreo.

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