O Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) se manifestou firmemente contra um grupo de universitários de medicina de uma faculdade privada que compartilhou publicações preconceituosas direcionadas a estudantes bolsistas.
Contexto das postagens discriminatórias As declarações com teor elitista e apologia ao nazismo vieram a público na noite de 25 de outubro, logo após o término do pleito presidencial que consagrou a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Posicionamento oficial do conselho médico Em nota oficial divulgada em 27 de outubro, a autarquia federal destacou que o exercício da profissão exige posturas éticas rígidas e voltadas para o bem social.
“Tais atitudes ferem diretamente os princípios fundamentais do Código de Ética do Estudante de Medicina, segundo os quais o estudante deve estar a serviço da saúde do ser humano e da coletividade, exercendo suas atividades sem discriminação de qualquer natureza”, disse o CRM do Paraná.
A entidade também reforçou que acompanha rigorosamente os desdobramentos dos episódios e que “adotará todas as providências cabíveis”. A nota complementa que “a escolha pela Medicina exige compromissos humanísticos e humanitários, pautados pela promoção do bem-estar físico, mental e social dos indivíduos e da coletividade. Atitudes discriminatórias são incompatíveis com esses valores”.
Punições aplicadas pela UniCesumar Diante da repercussão, a UniCesumar, localizada em Maringá, no Norte paranaense, finalizou uma sindicância interna para investigar os fatos e optou pela expulsão dos participantes, embora não tenha divulgado o número exato de acadêmicos penalizados.
A administração da faculdade recomendou à reitoria a “aplicação de medidas disciplinares em relação aos alunos envolvidos”, que englobam “advertências, suspensões e desligamentos do quadro discente da instituição, de acordo com a gravidade de cada conduta apurada”. Em seu posicionamento público, o centro universitário reiterou que “a instituição repudia veementemente qualquer forma de discriminação ou preconceito”.
Medidas adotadas pelo Centro Universitário FAG Em Cascavel, também no estado paranaense, o Centro Universitário FAG tomou providências administrativas semelhantes contra três discentes do curso de medicina que participaram do envio de mensagens com teor análogo.
Os envolvidos receberam penalidades de advertência e suspensão. “A instituição repudia veementemente manifestações que desrespeitem a dignidade humana, incitem o ódio ou ultrapassem os limites do respeito e da convivência democrática”, pontuou a administração da FAG, acrescentando que “os processos administrativos seguem em curso”.
O avanço das apurações internas demonstra a gravidade com que as instituições de ensino e os órgãos fiscalizadores têm tratado manifestações de ódio e preconceito no ambiente acadêmico brasileiro.






