O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou neste domingo (1º.nov.2026) que o ministro da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos (Psol), usa “informações distorcidas para fazer ataques políticos”. A declaração surge após o integrante do governo federal criticar o chefe do Executivo paulista nas redes sociais por causa do encarecimento do diesel previsto para o próximo ano.
Decisão conjunta no Confaz
Apesar das críticas feitas pelo ministro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a medida foi adotada em consenso por gestões estaduais de diferentes matizes ideológicos. O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), liderado pelo ministério comandado por Dario Durigan, chancelou o reajuste do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre os combustíveis em reunião realizada em 27 de outubro.
O órgão congrega representantes da área fiscal dos 26 estados e do Distrito Federal. Diante disso, Tarcísio pontuou que o encarecimento do insumo teve aval unânime, “inclusive pelos Estados governados pelo PT”.
Cobrança por seriedade
Diante da polêmica envolvendo os valores cobrados nas bombas, o governador enfatizou que “quem ocupa um cargo público tem a responsabilidade de informar a população com seriedade, não de alimentar a desinformação”.
Em nota oficial distribuída para esclarecer o episódio, a gestão paulista detalhou o cenário tributário e reforçou os argumentos contra os ataques recebidos:
“O que vemos é um ministro de Estado usando informações distorcidas para fazer ataques políticos. Quem ocupa um cargo público tem a responsabilidade de informar a população com seriedade, não de alimentar a desinformação. “O reajuste do ICMS sobre os combustíveis foi definido no âmbito do Confaz, que é um colegiado do Ministério da Fazenda, que reúne os 26 estados e o Distrito Federal. A ratificação dos convênios foi aprovada por unanimidade, inclusive pelos Estados governados pelo PT. A cobrança sobre os combustíveis segue a mesma regra nacional em São Paulo, no Piauí, no Ceará e na Bahia, por exemplo. “Vale lembrar que, enquanto São Paulo manteve sua alíquota modal de ICMS nos últimos 4 anos, Estados governados pelo PT elevaram as suas. No Piauí, a alíquota chegou a 22,5%; na Bahia, a 20,5%; e no Ceará, a 20%. “Em São Paulo, seguimos outro caminho: mantivemos a modal em 18%, uma das menores do país, ampliamos isenções de ICMS sobre produtos alimentícios e zeramos o IPVA para motos de até 180 cilindradas. “O debate político exige responsabilidade e respeito à verdade. Divergências não justificam distorcer os fatos para atacar adversários.”
Por fim, o Executivo estadual reforçou que a discussão pública precisa se basear em dados concretos e na transparência com os cidadãos.






