A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) descartou a linha de investigação de feminicídio no caso do assassinato de Byanca de Araújo Leão, de 18 anos, que foi atingida por um disparo na cabeça dentro de uma residência na região administrativa de Sobradinho II.
Investigação sobre a dinâmica do disparo fatal Com a mudança na condução do inquérito, três adolescentes acabaram autuados por ato infracional análogo ao crime de homicídio. O registro inicial tratava o caso como feminicídio, mas agora os investigadores buscam esclarecer se o tiro que tirou a vida da jovem ocorreu de forma acidental ou proposital.
O trágico episódio aconteceu por volta das 2h deste sábado, na quadra AR 17. A vítima havia ido ao imóvel acompanhada de duas amigas e, ao chegarem, depararam-se com um dos rapazes manuseando uma arma de fogo.
Relatos das testemunhas e consumo de entorpecentes Conforme os depoimentos colhidos pelas autoridades, o menor chegou a apontar o armamento para a cabeça das mulheres sob o pretexto de ser uma “brincadeira”. Além disso, os rapazes presentes no local teriam exigido manter relações sexuais com as visitantes, pedido que foi prontamente recusado.
Minutos depois da negativa, Byanca dirigiu-se ao quarto onde os suspeitos estavam com o objetivo de pedir um isqueiro, momento em que foi baleada.
As testemunhas prestaram depoimento na 35ª Delegacia de Polícia (Sobradinho II), enquanto os menores foram encaminhados à Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA). Segundo o delegado-chefe da 35ª DP, Ricardo Viana, as jovens relataram que a casa cheirava a maconha e que os rapazes estavam consumindo álcool.
Fuga e apreensão do acervo de armas do colecionador Após o disparo, os suspeitos fugiram do endereço, mas acabaram localizados e capturados durante a manhã em outro imóvel na mesma vizinhança, permanecendo apreendidos até o fim da tarde de sábado.
Durante as diligências, a corporação recolheu quatro armas — sendo três pistolas e um revólver — que pertencem ao pai do adolescente apontado como autor do disparo. De acordo com o delegado Ricardo Viana, o homem possui registro de colecionador de armas de fogo.
O material ficava guardado em um cofre, contudo, o jovem investigado conhecia a senha de acesso. Até o final da tarde, a perícia técnico-científica ainda não havia atestado se a arma utilizada no crime integrava o acervo do colecionador. Caso essa hipótese seja confirmada, o proprietário do armamento poderá responder judicialmente por omissão de cautela.






