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Cadela guia genro até corpo de agricultor assassinado em Rorainópolis

Cadela 'companheira fiel' ajudou a encontrar corpo de idoso em Rorainópolis, no Sul de Roraima

O assassinato de um agricultor de 79 anos na zona rural de Rorainópolis, no Sul de Roraima, teve um desdobramento comovente quando o animal de estimação da vítima auxiliou nas buscas pelo corpo. O caso ocorreu em uma área de chácaras e mobilizou os familiares na última quarta-feira (28).

O papel fundamental do animal de estimação Conforme o relato prestado à Polícia Militar pelo genro da vítima, um mestre de obras de 37 anos, o animal era uma “companheira fiel” do agricultor e demonstrou muita agitação durante os momentos em que a família procurava pelo idoso.

O familiar relatou às autoridades que o animal se aproximou dele e, em seguida, retornou para o ponto de origem. Ao decidir acompanhar os passos do animal, o homem acabou deparando-se com o corpo do sogro. A mesma declaração sobre o comportamento agitado do bicho foi repetida posteriormente em depoimento à Polícia Civil.

Contexto de ameaças e histórico de agressividade O filho da vítima, um homem de 47 anos, informou aos policiais militares que o pai havia sofrido ameaças do próprio irmão na terça-feira (27), véspera do crime. Segundo o relato, o suspeito já havia avisado aos parentes que cometeria o homicídio, porém os avisos acabaram sendo ignorados pela família.

Moradores da região relataram que o irmão da vítima apresentava uma postura agressiva e falas desconexas nos últimos três meses. Testemunhas afirmaram que ele circulava dizendo portar uma arma cortante e chegou a intimidar um vizinho, ameaçando-o de morte caso ele “olhasse para a cara dele”. Em contrapartida, a vítima era conhecida por ser pacífica e residia no local há uma década sem registrar conflitos.

Evidências periciais e reviravolta na investigação Os investigadores localizaram vestígios de sangue na sala, na cozinha e em um machado localizado na residência. O corpo foi achado a aproximadamente 80 metros da casa, em meio a uma plantação de cacau da família, apresentando tanto lesões quanto queimaduras. Próximo dali, a perícia recolheu a tampa de um galão de combustível, reconhecido por parentes como pertencente à propriedade. Diante dos indícios, a tipificação criminal mudou de homicídio simples para homicídio qualificado pelo uso de fogo e meio cruel.

Prisão e justificativas do suspeito O irmão da vítima, de 80 anos, foi detido em flagrante apresentando sinais de embriaguez e um ferimento nos dedos. Aos policiais, ele alegou que escorregou em uma ladeira ao buscar dinheiro com o sobrinho, ferindo-se com o próprio facão.

A versão foi contestada pelo sobrinho, que negou a passagem do idoso pelo local. A desconfiança da família aumentou após o genro cruzar com o suspeito na estrada, caminhando em direção à chácara com um facão e ignorando saudações. Embora tenha sido preso inicialmente, o suspeito obteve liberdade durante a audiência de custódia.

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