Um antigo estabelecimento abandonado à beira de uma estrada de terra que conecta os municípios de Cajuru e Altinópolis, no interior paulista, tornou-se cenário de relatos assustadores de atividades paranormais. O local, atualmente tomado por matagal e entulho, é marcado por sons inexplicáveis de portas que se movem sozinhas e pela fama de ser mal-assombrado.
Histórico trágico do imóvel Antes de funcionar como um ponto comercial, a edificação era uma residência comum onde moravam três pessoas. Na década de 90, todas elas faleceram dentro do espaço em um intervalo de dois anos, sendo um óbito no banheiro e os outros dois em um dos dormitórios.
Conforme o relato obtido sobre o caso, a primeira moradora a falecer foi a mulher do proprietário, que tirou a própria vida no banheiro. Anos mais tarde, o marido dela foi encontrado sem vida no leito de um dos quartos. O terceiro morador, um amigo do casal, faleceu exatamente no mesmo cômodo e na mesma cama, dois anos após o segundo óbito.
Investigação paranormal no local O pesquisador de fenômenos sobrenaturais Matheus Moraes, com atuação de 15 anos na área, visitou o imóvel recentemente e afirmou ter passado mal ao explorar um dos aposentos. O especialista utilizou um aplicativo de celular que simula um medidor K2 para identificar campos eletromagnéticos.
“Me arrepiei todo, começou a me dar tontura. Fazia tempo que isso não acontecia, que eu não tinha essa sensação. E quando isso acontece, o que significa? Que eles estão querendo que você vá embora”, declarou Matheus Moraes.
O investigador também descreveu o cenário encontrado durante a gravação realizada no final da tarde, destacando a presença de animais e a atmosfera do ambiente.
“Lá é um lugar muito pesado. Foi um bar depois de muito tempo, mas as mortes aconteceram antes de virar um bar. Foi a última coisa que teve no lugar esse bar. E eu fui lá, está tudo abandonado, bem sujo. Entrei em um cômodo que tinha morcegos e depois achei a cama que os homens morreram. A cama ainda está lá. Eu usei o aparelhinho e o negócio foi no vermelho. Estourou”, disse Matheus.
Medo e sensação de invasão A visita durou cerca de 30 minutos e foi realizada sem acompanhamento. O pesquisador relatou que o clima se tornou opressor à medida que caminhava pelos cômodos, mencionando a presença de morcegos e a alta atividade detectada pelo equipamento em três áreas diferentes da casa.
“É a hora que é pra ir embora. Porque o local é deles, eu estou invadindo o local deles. Então, o que eles fazem? Eles começam a se aproximar de mim. Como eu tenho essa mediunidade, eu começo a ter essas sensações. E, como eu estava sozinho, eu fiquei preocupado”, explicou.
Novas buscas na propriedade Apesar da experiência tensa, o investigador pretende retornar à antiga construção para realizar um levantamento mais aprofundado, possivelmente utilizando instrumentos adicionais, como o Spirit Box, para tentar estabelecer comunicação com possíveis entidades.
“É uma casa que tem uma energia muito pesada, porque ali teve suicídio, pode ter tido uma energia muito negativa. É uma casa de fácil comunicação. Eu acredito que uma investigação mais profunda, com equipamentos, até mesmo com o Spirit Box, pra gente tentar tirar alguma conversa, vale a pena”, concluiu Matheus Moraes.






