A pequena Helena Ferreira Paulino, de 11 meses, precisa de auxílio para respirar por meio de uma traqueostomia após sofrer um grave afogamento na piscina da residência onde mora com a família, situada na cidade de Cedral (SP). O acidente aconteceu no dia 7 de outubro, e desde então a bebê permanece internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital da Criança e Maternidade (HCM), localizado em São José do Rio Preto (SP).
Luta pela vida e fé na recuperação
O caso completou três semanas de internação hospitalar. O pai da criança, o pedreiro José Otávio Paulino, de 55 anos, que é pai de seis filhos, declarou que segue confiante na melhora da filha, embora ela vá exigir tratamentos contínuos e suporte especializado mesmo após a alta médica.
“Ela está viva por Deus. Deus que pôs a mão e abençoou nós mesmo. Vai precisar de um tratamento, mas, com o tempo, eu acho que vai recuperar. Tenho fé em Deus que vai conseguir”, afirmou o pai.
Dinâmica do acidente doméstico
De acordo com o relato do genitor, a menina estava distraída brincando com outras crianças no interior da residência quando os responsáveis deram falta dela. Os familiares relataram que tomavam precauções constantes para evitar incidentes com a água.
“A gente sempre teve cuidado com ela por causa da piscina. A porta do fundo ficava fechada. Não sei se passou por baixo da mesa ou se as crianças abriram a porta e ela saiu sem ninguém perceber”, lembra o pai.
O trabalhador revelou ainda que já planejava erguer uma mureta de segurança ao redor da área de lazer, mas não concluiu a construção antes do ocorrido. Assim que foi retirada da água, a vítima recebeu os primeiros socorros no pronto-socorro de Cedral, de onde foi transferida entubada para o centro médico de Rio Preto em condição crítica.
Desafios para o pós-alta médica
Diante da nova realidade clínica, os parentes se preparam para estruturar um ambiente adequado no lar para receber a menina quando deixar o hospital. A bebê precisará de atendimento médico domiciliar contínuo e suporte especializado.
Para arcar com os custos dos equipamentos e serviços necessários para a continuidade da reabilitação em casa, a família tem buscado auxílio financeiro. O objetivo dos parentes é assegurar que a criança receba todo o suporte adequado para evoluir em seu quadro de saúde e retomar gradualmente sua rotina.






