O grupo terrorista libanês Hezbollah, apoiado pelo governo do Irã, manifestou parabéns ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela vitória nas urnas e pelo retorno ao Palácio do Planalto. A declaração pública foi veiculada por meio do portal Al-Manar, canal de comunicação ligado diretamente à facção, em publicação divulgada nesta quinta-feira, 29.
Em comunicado oficial, o Hezbollah enviou suas “mais calorosas felicitações” ao petista pela vitória nas eleições presidenciais e pelo que classificou como uma “renovação da confiança do povo brasileiro em seu governo”.
Posicionamentos sobre o Oriente Médio e política externa
Além das congratulações pelo pleito, a nota oficial ressaltou as tomadas de posição do governo brasileiro diante do conflito no Oriente Médio. A organização radical enfatizou as declarações públicas de Lula em defesa da causa palestina e as críticas direcionadas às ações militares conduzidas por Israel na Faixa de Gaza.
A organização extremista também enalteceu a postura do mandatário brasileiro contrária à interferência e à influência exercidas pelos Estados Unidos nas diretrizes da política internacional.
Críticas a pressões externas e alianças internacionais
Na visão do grupo, o resultado das urnas no Brasil simboliza a preservação de diretrizes nacionais autônomas, mantidas longe de imposições vindas do exterior. Na mesma mensagem, a facção manifestou repúdio ao embargo econômico imposto pelos Estados Unidos contra Cuba e defendeu a ampliação de parcerias e laços de cooperação entre o Brasil, o Líbano e o território cubano.
Histórico e atuação da facção extremista
Criado no ano de 1982 no contexto da guerra civil do Líbano, o Hezbollah opera como um movimento islâmico xiita radical, contando com suporte financeiro, fornecimento de armamentos e treinamento militar vindos de Teerã. A organização detém atuação política e armada em solo libanês e é tratada como grupo terrorista por potências como os Estados Unidos, Israel e o Reino Unido. O bloco europeu, por sua vez, adicionou a ala militar da organização em sua relação oficial de terrorismo no ano de 2013.
Ao longo de sua trajetória, o grupo travou diversos conflitos armados contra Israel e integrou as frentes de combate na guerra civil da Síria, atuando em defesa do regime de Bashar al-Assad. Desde outubro de 2023, a facção intensificou o lançamento de foguetes e drones em direção a alvos israelenses, agravando os confrontos na fronteira entre os dois países.
A mensagem de apoio ao chefe do Executivo brasileiro foi divulgada quatro dias após o término do segundo turno do pleito presidencial, realizado no domingo 25, que sacramentou a vitória sobre o candidato Flávio Bolsonaro.






