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Jovem é morta pelo namorado ao devolver caminhonete em SP

Jovem percorreu 100 km para devolver caminhonete e foi morta pelo namorado na frente do irmão e da amiga

Antes de ser brutalmente assassinada a tiros pelo pecuarista João Roberto Bolelli, de 62 anos, em Rifaina (SP), a jovem Priscila Lacerda Custodio, de 24 anos, percorreu 100 quilômetros saindo de Minas Gerais para devolver a caminhonete do suspeito. A intenção da vítima era encerrar de vez o relacionamento amoroso.

A dinâmica do crime e o medo da vítima

Com receio de um encontro violento, já que havia sido agredida e ameaçada dias antes, ela fez o trajeto acompanhada pelo irmão e por uma amiga. O homicídio ocorreu na entrada de uma fazenda, na Rodovia Cândido Portinari, após uma discussão motivada por ciúmes e aparelhos celulares.

“Eles já tinham um relacionamento amoroso. Parece que já estavam entrando em desacordo com relação ao desfecho desse namoro e por conta disso teria ocorrido o fato em si”, afirmou o delegado Fábio Branquinho.

Durante a briga, Bolelli sacou uma arma e disparou contra Priscila. Antes de fugir levando o veículo da vítima, o agressor ainda apontou a arma para o irmão dela. A jovem chegou a ser socorrida e levada a uma unidade de saúde local, mas não resistiu aos ferimentos.

Prisão decretada e histórico de violência

A Justiça de Pedregulho decretou a prisão preventiva do investigado, que é considerado foragido. O juiz Luiz Gustavo Giuntini de Rezende destacou o comportamento do suspeito na decisão:

“Serão depoimentos colhidos com muito mais paz a partir da segregação do investigado. A liberdade do custodiado causa perigo, portanto. Por fim, mas não menos importante, está comprovado que o investigado está em fuga. Deixou a cena do crime em uma caminhonete e não se sabe o seu paradeiro. A fuga é ato de covardia que não pode contar com qualquer beneplácito do Poder Judiciário”, pontuou o magistrado.

O histórico de Bolelli revela reincidência em casos de violência doméstica. Em 2018, ele foi preso por descumprir medida protetiva contra uma ex-companheira e acumula condenações por ameaças, perseguição e vias de fato.

“O autor já tem antecedente, inclusive, com relação a crime de violência doméstica. Ele já foi, inclusive, preso com relação a esse fato. Então, já tem uma certa tendência à agressividade com relação à mulher”, declarou o delegado Fábio Branquinho.

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