O Porto de Natal deu um passo decisivo para modernizar suas operações logísticas após receber a autorização ambiental necessária para iniciar as intervenções no leito do Rio Potengi. O documento foi emitido pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema) e repassado à Companhia Docas do Estado (Codern).
Detalhes técnicos da obra de aprofundamento
O projeto completo abrange a remoção de aproximadamente 1,4 milhão de metros cúbicos de detritos acumulados no fundo do manancial potiguar. A meta principal é aprofundar a chamada bacia de evolução, espaço estratégico onde as grandes embarcações realizam manobras de giro antes de encostarem nos berços de atracação.
Impacto na economia e cronograma
Conforme avaliações técnicas da operadora portuária, a melhoria estrutural viabilizará a recepção de navios com dimensões superiores, elevando consideravelmente o potencial de movimentação de mercadorias no terminal marítimo do estado.
O diretor-presidente da Codern, Paulo Henrique Macedo, afirmou que a companhia ainda vai definir o cronograma da obra com a empresa responsável pela execução. “Isso vai permitir o aumento do comprimento dos navios [que atracam no porto], além de consolidar a segurança do nosso canal e da bacia de evolução”, disse.
Rigvetor de controle ecológico e social
Para garantir a preservação do ecossistema local, o licenciamento estipula exigências rigorosas de fiscalização. As equipes deverão acompanhar constantemente a qualidade hídrica, os sedimentos depositados, a presença de organismos aquáticos e o índice de turbidez, fenômeno que altera a clareza da água devido a partículas suspensas.
O plano de monitoramento também abrange o local escolhido para o despejo dos detritos e a faixa litorânea da Praia da Redinha, prevenindo alterações no regime costeiro. A fauna marinha, incluindo espécies protegidas como cetáceos e tartarugas, contará com salvaguardas específicas.
Diálogo comunitário e conclusão do projeto
Como parte das condicionantes, a estatal precisará manter um canal aberto de diálogo voltado às comunidades locais e aos pescadores artesanais, além de realizar consultas diretas à colônia de pesca da região afetada.
Esta intervenção representa o desfecho das melhorias na hidrovia, uma vez que o canal de acesso já teve os serviços finalizados anteriormente. A obtenção da autorização durou cerca de quatro meses, impulsionada pelo apoio político obtido em articulações na capital federal.






