O senador Flávio Bolsonaro (PL) rompeu o silêncio nesta quarta-feira (28), após deixar o Brasil rumo aos Estados Unidos, e publicou uma carta na qual se autoproclama chefe de Estado.
Acusações de fraude e críticas ao STF
No documento, o parlamentar alegou que o pleito foi marcado por irregularidades e direcionou ataques severos ao ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), a quem chamou de ex-advogado de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo o texto, a extensão do horário de votação configurou uma usurpação de competência do Tribunal Superior Eleitoral e beneficiou a chapa adversária com mais de 10 milhões de votos adicionais no segundo turno.
Fontes internas do PL informaram que a legenda não tinha conhecimento prévio da carta e destacaram que o partido não possui qualquer envolvimento com a divulgação da mensagem emitida pelo parlamentar.
A ordem de apreensão de passaportes
A respeito da exigência de entrega de seus documentos de viagem à Polícia Federal, o político argumentou que a medida integrou uma estratégia articulada pelo ministro Alexandre de Moraes. A decisão da Suprema Corte ocorreu logo após o término da votação e teve como base uma declaração anterior feita por Eduardo Bolsonaro sugerindo a saída do irmão do território nacional em caso de derrota.
Dias antes, em uma gravação publicada na segunda-feira (26), o senador havia declarado que entregaria os documentos e negado qualquer intenção de deixar o país, classificando a investida como uma tentativa de intimidação política.
A rota da fuga para Miami
Apesar das restrições judiciais em vigor, o candidato derrotado viajou para Miami acompanhado de sua esposa, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, e de suas duas filhas, Carolina e Luiza.
Registros oficiais apontam que a família cruzou a fronteira terrestre pela Ponte Internacional Tancredo Neves, situada entre Foz do Iguaçu (PR) e Puerto Iguazú, na Argentina. De lá, embarcaram em um voo particular no aeroporto local que realizou uma parada técnica para reabastecimento em Guayaquil, no Equador, antes de seguir rumo ao solo norte-americano com o objetivo de burlar o controle aéreo brasileiro.






