O mercado brasileiro de flores e plantas ornamentais registra alta impulsionada por uma transformação na forma como as famílias prestam homenagens aos entes queridos falecidos.
Mudança no perfil das homenagens
De acordo com o Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor), situado em Holambra (SP), os consumidores estão substituindo as tradicionais visitas aos cemitérios por decorações afetivas dentro de casa. A prática consiste em posicionar arranjos e vasos junto a fotografias e recordações de amigos e familiares que já partiram.
Essa alteração de comportamento impacta diretamente o faturamento do segmento. A projeção oficial indica um crescimento de 5,2% nos negócios voltados para o feriado deste ano em relação ao período anterior. Vale destacar que a data comemorativa responde por aproximadamente 8% de todo o volume comercializado anualmente pelo setor.
O papel cotidiano das plantas
Para o diretor do Ibraflor, Renato Opitz, a utilidade comercial desses produtos foi redimensionada pelas famílias nos últimos anos.
“A flor deixa de ser apenas uma homenagem no túmulo e passa a integrar o cotidiano da família, ao lado de fotografias, objetos e lembranças que ajudam a manter viva a história de quem morreu”, afirma.
Espécies mais procuradas
No topo da lista de preferências dos compradores figuram os tradicionais crisântemos, amplamente associados à efeméride. A demanda também se estende a outras variedades, como kalanchoes, antúrios, rosas em vaso, rosas-do-deserto, violetas e orquídeas phalaenopsis.
Especialistas da área avaliam que a novidade expande o simbolismo da data e gera novas frentes de receita para produtores e comércios especializados. Em vez de uma aquisição restrita e sazonal para os túmulos, o consumidor atual adquiriu o hábito de cultivar espécies perenes em seus lares.






