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Apenas 7,1% dos contribuintes no brasil possuem bens acima de um milhão de reais

7,1% dos declarantes de IR têm patrimônio acima de R$ 1 milhão

Apenas 7,1% das pessoas que acertaram contas com o Leão possuem um patrimônio superior a R$ 1 milhão, totalizando 3 milhões de contribuintes conforme os dados oficiais divulgados recentemente pela Receita Federal.

Distribuição das faixas de bens

Do universo de 42,2 milhões de cidadãos que entregaram a declaração até o dia 17 de outubro, a grande maioria concentra-se nas faixas de menor riqueza. Cerca de 27,6 milhões de contribuintes, o equivalente a 65,4%, declararam possuir bens de até R$ 100 mil.

Outro contingente expressivo, formado por 8,8 milhões de pessoas ou 20,9% do total, detém patrimônio que varia entre R$ 100 mil e R$ 500 mil. Já a parcela intermediária, com bens de R$ 500 mil a R$ 1,0 milhão, reúne 2,8 milhões de declarantes, representando 6,6% do total mapeado.

Cenário político e econômico

Esse panorama da concentração de bens ganha relevo após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no domingo (25.out.2026). Em seu quarto mandato, o petista precisa equilibrar a expansão de programas sociais com o ajuste fiscal.

Durante a disputa eleitoral, o atual governo defendeu a manutenção de iniciativas de transferência de renda e ações voltadas para o estímulo do mercado interno brasileiro.

Justiça tributária e reformas

O plano de governo do chefe do Executivo aborda diretamente a pauta da “justiça tributária e da redução de desigualdades”. Sob a diretriz de “colocar o pobre no Orçamento e o rico no Imposto de Renda”, a proposta detalha as mudanças pretendidas na taxação de fortunas e rendimentos no país.

A cobrança mais intensa dos chamados super-ricos é colocada como base financeira para garantir folga fiscal à população. A promessa de isenção do tributo para quem recebe até R$ 5.000 figura entre as principais promessas da gestão.

A medida de desoneração foi sancionada em novembro de 2025, tendo sido idealizada inicialmente na campanha de 2022 e utilizada como principal estandarte político para a recondução do titular ao Palácio do Planalto.

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