O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a colocar o processo eleitoral brasileiro no centro de seus discursos ao criticar adversários políticos nesta terça-feira (27.out.2026). Durante um evento de campanha realizado no Estado do Texas, o líder republicano atacou os democratas e fez menção direta à votação ocorrida no Brasil no último domingo (25.out).
Declaração no Texas Sem apresentar nenhum tipo de evidência, o chefe da Casa Branca associou o resultado do pleito brasileiro a supostas irregularidades, repetindo uma narrativa que já havia sido utilizada no dia anterior. “Eles [os democratas] são os maiores fraudadores eleitorais da história. Embora o Brasil também esteja fazendo um trabalho e tanto, não é? Viram só aquilo? Não pareceu nada bom”, declarou o republicano.
Histórico de acusações sem provas Esta é a segunda oportunidade em que o mandatário norte-americano atribui a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a fraudes, mesmo sem exibir comprovações. A postura contrasta com declarações dadas na segunda-feira (26.out), quando o republicano afirmou que gosta do petista e mantém uma boa relação com o brasileiro.
Relação com a família Bolsonaro O alinhamento político de Trump com o bolsonarismo permanece forte, especialmente com Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado que deixou o Brasil com destino aos Estados Unidos, conforme relatos de aliados. Reportagem do jornal The New York Times apontou, fundamentada em uma fonte do governo, que o Departamento de Estado americano tem planos de conceder vistos para Flávio e seus familiares.
Eleições de meio de mandato Enquanto enfrenta o índice mais baixo de popularidade de seus dois mandatos presidenciais e continua negando a derrota sofrida para Joe Biden em 2020, Trump garantiu nesta terça-feira (27.out) que aceitará o desfecho das eleições de meio de mandato em solo americano, desde que o processo seja considerado “honesto”, embora não tenha especificado os critérios para essa definição.






