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FPA promete fiscalizar governo Lula e defender o agronegócio

Presidente da bancada do agro promete fiscalizar Lula

O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado reeleito Pedro Lupion (Republicanos-PR), garantiu que manterá uma postura rigorosa de monitoramento em relação à gestão federal e aos interesses do setor produtivo. A manifestação ocorreu por meio das redes sociais na segunda-feira, 26, marcando o primeiro pronunciamento do parlamentar após o pleito. Lupion integrou ativamente a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), nome respaldado pelas lideranças do agronegócio.

Balanço da campanha e agradecimentos

Utilizando a ferramenta de stories no Instagram, o parlamentar expressou gratidão pelo suporte recebido durante o período eleitoral e enfatizou a necessidade de atenção às demandas de agricultores e empregados. “Foram semanas intensas, percorrendo o Brasil ao lado de Flávio Bolsonaro, ouvindo produtores, trabalhadores e famílias que acreditam em um país melhor”, escreveu. “As preocupações de quem trabalha, produz e sustenta este país continuam presentes e precisam ser ouvidas e respeitadas.”

O deputado detalhou sua trajetória pelo país ao lado do candidato liberal, destacando o contato direto com cidadãos que anseiam por prosperidade e autonomia. O parlamentar reiterou que a conexão com sua base eleitoral permanecerá ativa e constante.

Defesa de valores e fiscalização política

Reforçando seu posicionamento político, o líder da FPA assegurou que continuará atuando na proteção dos princípios econômicos liberais e das pautas ligadas à produção rural. “Seguirei firme, defendendo nossos valores, fiscalizando o governo e trabalhando por um Brasil com mais liberdade, segurança e prosperidade”, afirmou Lupion. “Nosso compromisso com o Brasil e com os brasileiros permanece inabalável.”

Posicionamento de entidades do setor produtivo

Além do recado enviado pelo Legislativo, diversas organizações representativas do agronegócio emitiram comunicados públicos. A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), liderada por Tirso Meirelles, divulgou um posicionamento na segunda-feira, 26, exigindo responsabilidade fiscal e respeito institucional. A instituição ressaltou a importância de o poder Executivo atender também à parcela da população que manifestou desejo de alteração nos rumos do país.

“A democracia não é um evento que se encerra no dia da votação; é um processo vivo que exige cuidado, diálogo e aperfeiçoamento diário”, declarou Meirelles. A pauta da Faesp incluiu exigências como reforma tributária sem elevação de impostos, contenção dos gastos públicos e garantia de segurança jurídica no campo.

Demandas por crédito e inovação sustentável

No Mato Grosso, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) colocou em pauta a urgência de resolver os débitos do setor. O presidente da organização, Lucas Costa Beber, pontuou que a decisão das urnas deve ser acatada e sugeriu medidas definitivas para o passivo financeiro dos produtores.

“Precisamos de uma solução estrutural para o endividamento rural, que vá além de simplesmente prorrogar vencimentos”, escreveu em artigo. O dirigente defendeu a reestruturação financeira, a criação de mecanismos de securitização, a implementação de fundos garantidores de crédito e o fortalecimento do seguro agrícola.

Outras frentes importantes do setor também se manifestaram. A CropLife Brasil cumprimentou Lula pela reeleição e propôs uma agenda de inovação e desenvolvimento sustentável. A entidade, que representa 53 empresas de sementes, biotecnologia e defensivos, pediu segurança jurídica, modernização da infraestrutura e aperfeiçoamento dos marcos regulatórios com base em critérios científicos. Em sintonia, a Associação Brasileira do Agronegócio salientou a relevância de pacificar o país e buscar entendimentos em torno de agendas estratégicas nacionais, destacando a necessidade de previsibilidade e planejamento de longo prazo para os investimentos em logística e transporte.

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