O Instituto Millenium divulgou uma publicação nesta segunda-feira, 26, nas redes sociais, na qual elenca cinco prioridades urgentes para o atual mandato do presidente Lula da Silva (PT). A entidade cobra mudanças estruturais e resultados práticos para superar barreiras nas áreas fiscal, de segurança pública, de endividamento familiar, de estabilidade institucional e de crescimento econômico.
Controle das contas públicas
No setor fiscal, o alerta é sobre o avanço da dívida bruta do governo geral, que alcançou 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB) no mês de agosto de 2026, conforme dados divulgados pelo Banco Central. Para solucionar o problema, a organização aponta a necessidade de controlar gastos, reavaliar prioridades e diminuir a dependência de novas altas de impostos no ajuste das contas do Estado.
Segurança pública e combate ao crime
No combate à criminalidade, as diretrizes sugerem fortalecer a cooperação entre as corporações policiais, cortar as fontes de financiamento das organizações criminosas e bloquear a comunicação que permite a chefes de facções ordenarem delitos de dentro dos estabelecimentos prisionais.
Endividamento das famílias brasileiras
Outro ponto crítico é a situação financeira dos lares no país. Dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) referentes a setembro mostram que 81,7% das famílias brasileiras possuíam algum tipo de débito. A análise pontua que ações temporárias de renegociação são insuficientes, sendo imprescindível garantir estabilidade macroeconômica, estimular a concorrência no setor bancário, baratear o crédito e premiar o adimplemento.
Estabilidade institucional entre os Poderes
No cenário político e institucional, o texto aborda o impacto da judicialização e dos atritos ligados a deliberações do Supremo Tribunal Federal (STF) no equilíbrio entre os Poderes. Segundo a instituição, a restauração da credibilidade passa por maior transparência, prestação de contas e observância estrita dos limites constitucionais por parte do Judiciário.
Retomada do desenvolvimento e produtividade
O quinto desafio diz respeito à expansão da economia nacional. O documento aponta que o excesso de burocracia, a falta de segurança jurídica e a estagnação da produtividade travam novos aportes financeiros e a geração de empregos, criticando a insistência em modelos baseados em gastos estatais, subsídios e fomentos públicos.
Como caminhos alternativos, a entidade recomenda a desoneração da atividade empresarial, o aprimoramento do sistema educacional e a elevação da competitividade no mercado. A cobrança final é para que o governo federal substitua discursos por ações concretas capazes de garantir um desenvolvimento sustentável e autônomo, sem recorrer permanentemente a estímulos artificiais do Estado.






