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Lula assume novo mandato com investigações sobre filho e aliados

Reeleito, Lula terá investigações sobre filho e aliados no novo mandato

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva dará início ao seu quarto mandato presidencial tendo de lidar com investigações conduzidas pela Polícia Federal (PF) que miram diretamente seu filho Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e importantes aliados políticos do governo.

Vitória confirmada nas urnas O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) oficializou a reeleição do petista às 21h10 de um domingo, 25. O pleito foi decidido com Lula alcançando 51,79% dos votos válidos, enquanto seu principal adversário, Flávio Bolsonaro (PL), terminou a disputa com 48,21%.

Inquéritos da Polícia Federal miram Lulinha e Marcola No âmbito policial, a corporação conduz três frentes de investigação distintas para apurar suspeitas de corrupção e tráfico de influência envolvendo Lulinha. Os investigadores buscam esclarecer os laços do empresário com a lobista Roberta Luchsinger, analisando uma suposta atuação voltada para beneficiar interesses privados dentro da administração pública, embora a defesa rejeite categoricamente qualquer ato ilícito.

Além do filho do presidente, a mira da PF também alcança Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete da Presidência, no contexto de fraudes investigadas no INSS. Registros de conversas indicam que a lobista teria adquirido joias cravejadas de diamantes para presentear o ex-auxiliar governamental. Questionado sobre o caso, Marcola argumentou que tratou-se de um empréstimo de R$ 249 mil obtido com ela.

Escândalo do Banco Master atinge a base aliada Outro foco de atenção recae sobre as apurações relacionadas a Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master, cujos desdobramentos atingem figuras próximas ao Palácio do Planalto. O tema gerou forte embate político, com intensas trocas de acusações sobre conexões com o ex-banqueiro e suspeitas de corrupção durante a corrida eleitoral.

Registros mostram que Lula manteve um encontro com Vorcaro fora da agenda oficial ao longo de 2024, antes que o escândalo financeiro viesse a público. No período final da campanha, um áudio divulgado pela revista Veja apontava que o empresário teria repassado verbas para a produção de um documentário sobre o atual presidente, embora a PF e a Procuradoria-Geral da República tenham rechaçado a ocorrência de depoimentos ou entrega de provas referentes a esse suposto financiamento.

Consequências políticas para o alto escalão Os desdobramentos do caso Master também resultaram em operações policiais contra o senador Jaques Wagner (PT-BA). Mesmo negando qualquer ilegalidade após ser alvo das diligências, o parlamentar baiano optou por se desligar da liderança governista no Senado em um entendimento mútuo, apesar de ter recebido apoio público e pedidos de voto do próprio presidente durante a campanha.

Diante do cenário de apurações, o chefe do Executivo declarou publicamente manter confiança na idoneidade de seus familiares e auxiliares. Em sabatinas e entrevistas, Lula ressaltou a importância da apuração rigorosa dos fatos e garantiu que jamais exerceu qualquer tipo de interferência sobre o trabalho conduzido pelos órgãos de persecução penal.

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