Com a apuração totalizada de 100% das urnas do segundo turno das eleições de 2026, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito para a presidência da República, alcançando 51,79% dos votos válidos, o que representa um total de 64.256.232 eleitores. Seu principal oponente, Flávio Bolsonaro (PL), encerrou a disputa com 48,21%, somando 59.826.041 votos. A diferença final entre os dois candidatos foi de 4.430.191 votos, dentro de um universo de 128.236.074 sufrágios registrados no país.
Distribuição geográfica dos votos
Apesar da derrota no resultado nacional, Flávio Bolsonaro obteve votação superior à de Lula em 14 das 27 unidades da Federação. Por sua vez, o candidato do PT saiu vitorioso em 13 estados e territórios brasileiros.
O mapa eleitoral mostrou forte polarização regional. Lula garantiu a vitória em todas as nove unidades federativas da região Nordeste, compreendendo Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. O petista também levou a melhor no Amazonas, Amapá, Pará e em Minas Gerais. O desempenho mais expressivo de Lula ocorreu no Piauí, onde atingiu a marca de 75,88% dos votos válidos.
Bases eleitorais do candidato do PL
Por outro lado, Flávio Bolsonaro predominou no Acre, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Rondônia, Roraima, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins.
O candidato do PL obteve hegemonia absoluta em todas as unidades federativas das regiões Sul e Centro-Oeste. O índice proporcional mais elevado do senador foi registrado em Roraima, com 72,46% dos votos válidos.
A virada em Minas Gerais
Entre todos os estados, Minas Gerais destacou-se por ter sido o único território onde houve alteração na liderança entre o primeiro e o segundo turno. Flávio Bolsonaro havia ficado à frente na votação mineira realizada em 4 de outubro, porém Lula conseguiu reverter o cenário e terminou a etapa final da eleição na liderança no estado.






