O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) garantiu seu quarto mandato no Palácio do Planalto após confirmar a tradicional mística de que “quem vence em Minas Gerais, vence no Brasil” nas eleições de 2026.
A disputa voto a voto no estado
O petista reverteu o cenário no segundo turno e superou Flávio Bolsonaro (PL) por uma diferença de 109.313 votos em solo mineiro.
Com a apuração totalizada em 100%, Lula atingiu a marca de 6.351.099 eleitores, o que representa 50,43% dos votos válidos. Por sua vez, Flávio Bolsonaro encerrou a disputa estadual com 6.241.786 sufrágios, equivalente a 49,57%. O pleito no estado contabilizou 13.044.203 votos totais.
Tradição mantida desde 1989
Desde o retorno dos pleitos presidenciais diretos, em 1989, nenhum candidato chegou à presidência sem antes conquistar a maioria dos votos no território mineiro.
A lista de presidentes que passaram por essa validação inclui Fernando Collor, Fernando Henrique Cardoso, o próprio Lula, Dilma Rousseff e Jair Bolsonaro. A vitória em 2026 assegurou a continuidade dessa estatística.
A reviravolta após o primeiro turno
Na etapa inicial realizada em 4 de outubro, a liderança em Minas Gerais pertencia a Flávio Bolsonaro, que registrou 5.777.548 votos, ou seja, 48,24% do total. Lula ocupava a segunda posição com 5.188.936 votos (43,33%), deixando o candidato do PL com uma frente de 588.612 votos.
Durante o segundo turno, o atual presidente agregou 1.162.163 novos votos à sua contagem anterior. Embora o representante do PL também tenha crescido e somado mais 464.238 eleitores, o avanço foi insuficiente para segurar a ponta.
Minas Gerais destacou-se como o único estado do país a alterar o nome do vitorioso entre as duas fases da votação. No panorama de todo o Brasil, Lula conquistou o pleito com 64.256.232 votos (51,79%), superando os 59.826.041 votos (48,21%) de Flávio Bolsonaro, em um total de 128.236.074 votos apurados nacionalmente.






