O encerramento oficial do segundo turno das eleições 2026 foi anunciado neste domingo, 25, pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques. Durante o pronunciamento, o magistrado confirmou a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva para o mandato que terá início em 5 de janeiro de 2027, após a apuração de 99,9% dos votos válidos, totalizando mais de 64 milhões de votos.
Contatos com candidatos e balanço de abstenção
O chefe da Corte Eleitoral confirmou que ligou para os dois postulantes que disputaram o segundo turno para informar o desfecho do pleito. Ao candidato derrotado, o ministro valorizou a votação alcançada em sua estreia na corrida presidencial, enquanto ao petista reiterou o reconhecimento institucional pela vitória e recordou sua trajetória política. Na sequência, Nunes Marques parabenizou os seis novos governadores definidos na etapa final e direcionou elogios aos votantes.
No balanço da participação cidadã, dos mais de 158 milhões de eleitores aptos, mais de 128 milhões compareceram, registrando uma abstenção de 19,21%, índice inferior aos 21,08% do primeiro turno. Para o ministro, o dado ganha relevância frente às discussões sobre obstáculos de locomoção. Do total de 499.248 urnas eletrônicas utilizadas, apenas 1.551 precisaram de substituição, o que representa 0,31%.
Problemas com a prorrogação do horário de votação
Um dos momentos centrais do discurso abordou a liminar que estendeu o período de votação. Segundo o presidente do TSE, a medida foi recebida por volta das 15h30 e gerou entraves operacionais, visto que não havia previsão legal anterior para tal ato na história da instituição. A mudança exigiu reestruturação nos sistemas e nas rotinas de apuração, além de intensificar a tensão nos locais de votação e demandar maior proteção para mesários e servidores.
Como milhares de urnas já haviam sido encerradas e não podiam ser reabertas por questões de programação, a Corte bloqueou a recepção dos boletins de urna para evitar vazamentos parciais. Essa manobra resultou, conforme relatou o ministro, “a maior fila de boletins de urna já registrada”, sem a certeza prévia de suporte tecnológico adequado. O magistrado pontuou: “Somente por este fato poderia ter havido comprometimento de toda a eleição brasileira”.
Alerta sobre a hiperjudicialização da política
O presidente do TSE também chamou atenção para o excesso de litígios durante a campanha, contabilizando 2.265 processos originários, sendo 827 representações e 446 pedidos de direito de resposta. O cenário motivou críticas severas à judicialização excessiva da disputa institucional.
O ministro concluiu apontando que o grande desafio para os próximos pleitos será otimizar os trâmites processuais, garantindo agilidade sem comprometer a qualidade das decisões judiciais e as garantias fundamentais do processo.






