O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou neste domingo (25) que é “impossível reconhecer o resultado das eleições”. A declaração ocorreu logo após o parlamentar ser superado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em uma virada histórica na disputa pelo Palácio do Planalto. Com a apuração de 99,99% das urnas, o petista garantiu a reeleição para o seu quarto mandato ao alcançar 51,79% dos votos válidos, enquanto o candidato do PL terminou a corrida com 48,21%.
Decisão do STF altera horário de votação A polêmica do dia foi motivada por uma ordem do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a prorrogação da votação por duas horas durante a tarde do domingo. A medida alterou o encerramento padrão das urnas, fixado originalmente às 17h (horário de Brasília). Pouco tempo depois, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, alinhou-se à determinação judicial e seguiu a diretriz estabelecida pela Suprema Corte.
“O que aconteceu hoje não foi algo normal. Foi, inclusive, inaceitável. Um ministro da Suprema Corte, pela primeira vez na história, ex-advogado do Lula, dá uma canetada a pedido de um ex-sócio dele. Muda a regra do jogo no meio do jogo”, declarou Flávio.
Impacto na isonomia do pleito Para o senador derrotado, a alteração de última hora comprometeu a lisura e a igualdade da disputa em todo o território nacional. A campanha do candidato do PL argumenta que a medida gerou assimetria no processo democrático entre os estados e municípios brasileiros.
“Houve uma quebra total de isonomia entre os brasileiros de diversas cidades e diferentes estados. Eu nunca vou saber se, em um estado em que as urnas não foram reabertas, quantos votos eu poderia ter. É inexplicável ter acontecido o que aconteceu”, afirmou.
Próximos passos na Justiça Eleitoral Diante do cenário, o grupo político do parlamentar já articula ações formais para questionar os desdobramentos da votação e tentar reverter o desfecho nas instâncias competentes.
Flávio afirmou que sua equipe pedirá a anulação das eleições. O senador disse que “não vai aceitar que a regra do jogo tenha sido mudada em cima do jogo”.






