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Os números da virada histórica de Lula nas eleições de 2026

Números para entender a virada inédita de Lula

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sagrou-se vencedor das eleições presidenciais de 2026 após protagonizar uma virada sem precedentes contra Flávio Bolsonaro (PL). Iniciando a disputa do segundo turno com uma desvantagem de aproximadamente 2,2 milhões de votos, o petista encerrou a apuração com 64,2 milhões de preferências, superando os 59,8 milhões obtidos pelo adversário, considerando 99,9% das urnas apuradas.

Da desvantagem à liderança na corrida presidencial

No primeiro turno, Flávio Bolsonaro registrou 56.104.503 votos (47,03% dos válidos), enquanto Lula obteve 53.879.538 (45,16%). A margem de 2.224.965 votos configurou a menor distância entre os dois primeiros colocados em um primeiro turno desde a redemocratização do país. No entanto, o cenário sofreu uma inversão drástica na etapa seguinte, resultando em uma reviravolta de cerca de 6,6 milhões de votos na balança entre os dois concorrentes.

Análise comparativa do desempenho dos finalistas

Enquanto Lula angariou 10.289.240 novos eleitores no segundo turno — um salto de 19,1% —, Flávio Bolsonaro adicionou 3.684.182 apoios, registrando um crescimento de 6,6%. Somados, os finalistas captaram quase 14 milhões de votos adicionais, sendo que 73,6% desse total migraram para o candidato do PT e apenas 26,4% para o representante do PL.

O avanço de Lula superou inclusive o montante total de votos recebidos por todos os candidatos eliminados no primeiro turno, que somaram 9.316.747 apoios (7,81% dos válidos), incluindo nomes como Augusto Cury (Avante), com 3.448.569 sufrágios, e Renan Santos (Missão), com 2.675.887. O excedente de quase 972 mil votos demonstra que a expansão petista também foi impulsionada por alterações na abstenção e na proporção de votos brancos e nulos.

Impacto da participação do eleitorado

A dinâmica do pleito foi influenciada por três fatores principais que explicam a captação dos votos adicionais: os 9,32 milhões vindos dos derrotados no primeiro turno, o acréscimo de 2,83 milhões no comparecimento às urnas e a diminuição de 1,83 milhão em brancos e nulos. O eleitorado presente passou de 125,28 milhões para 128,11 milhões de pessoas.

Por sua vez, Flávio Bolsonaro cresceu menos do que a soma dos votos obtidos por Ronaldo Caiado, Renan Santos e Romeu Zema no primeiro turno, ficando cerca de 1,93 milhão de votos abaixo desse grupo. A abstenção nacional recuou de 21,08% (33,47 milhões de eleitores) para 19,21% (30,46 milhões), marcando uma retração de 1,87 ponto percentual.

Dessa forma, a combinação de uma expansão expressiva de eleitores, a queda nos votos brancos e nulos e a redução da abstenção desenhou o cenário definitivo que garantiu a vitória de Lula no pleito nacional.

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