O coordenador da campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Camilo Santana, afirmou nesta sexta-feira (23) que o adversário na corrida presidencial, Flávio Bolsonaro (PL), fugiu do compromisso de abrir sigilos bancários e entregou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apenas uma procuração que condiciona a divulgação dos dados a uma eventual decisão judicial da corte.
Críticas à petição apresentada ao TSE
Durante coletiva, o representante petista detalhou as falhas encontradas no documento protocolado pela oposição, apontando o descumprimento de prazos e a falta de efetividade das medidas entregues à Justiça Eleitoral.
“Primeiro que eles perderam o prazo, só protocolaram às 00:17 de hoje. E não entregaram absolutamente nada, fizeram uma petição que parece mais uma carta, um panfleto de campanha, e só entregaram as procurações”, disse Camilo, que leu parágrafo do documento entregue por Flávio, que exige que a divulgação dos dados ocorra apenas por decisão judicial.
Acusações e debate sobre transparência
O cenário político esquentou ainda mais quando o coordenador levantou suspeitas sobre as conexões do adversário com grupos criminosos e investigações federais em andamento.
Camilo acusou Flávio Bolsonaro de ter relação com milícias e com o empresário Willer Tomaz, alvo de diversas investigações por parte da Polícia Federal (PF).
O petista argumentou que a população brasileira tem direito de saber “quem é ladrão e quem não é”, sem seletividade na divulgação dos sigilos.
Ações jurídicas e novas propostas na política
O bloco governista também adotou medidas legais para tentar reverter decisões do tribunal e anunciou que pretende mudar as regras de atuação de políticos na advocacia criminal.
O coordenador da campanha de Lula confirmou que o PT fez um requerimento para o ministro do TSE André Mendonça reconsiderar a divulgação dos sigilos, e disse que a petição de Flávio parece combinada com as ações do magistrado, que afastou a responsabilidade da corte de determinar a quebra dos sigilos dos presidenciáveis e arbitrar esse processo.
Além disso, Camilo criticou o adiamento do julgamento do caso Ana Clara, criança assassinada por um policial militar que é defendido por Flávio Bolsonaro, e afirmou que vai protocolar um projeto de lei para proibir que parlamentares advoguem em casos de crimes contra a vida.






