Disponível a partir desta sexta-feira, 23, o jogo Call of Duty: Modern Warfare 4 desembarca no PS5, Xbox Series X|S, PC e Nintendo Switch 2. Esta é a primeira vez que a famosa franquia de tiro lança um título focado exclusivamente nos consoles atuais, deixando de lado o PS4 e o Xbox One.
Desenvolvimento e peso da Infinity Ward
A produção principal ficou afora da Infinity Ward, que contou com a colaboração de dez estúdios da Activision, incluindo Treyarch, Sledgehammer Games e Raven Software. Enquanto a Beenox cuidou da adaptação para PC, a Digital Legends assumiu a versão destinada ao Nintendo Switch 2.
O grande desafio da equipe era duplo: concluir a narrativa iniciada no reboot de 2019 e entregar uma campanha marcante. O resultado final agrada, embora traga alguns pontos que merecem ressalvas ao longo das cerca de sete horas de duração divididas em 16 missões.
Enredo e o peso dramático da campanha
A trama retoma os eventos logo após o encerramento do título anterior. Com a morte do General Shepherd, a Força-Tarefa 141 foi dissolvida e o Capitão John Price, dublado por Barry Sloane, virou um fugitivo. O luto pela perda de Soap ainda afeta diretamente a dinâmica entre os personagens principais.
O enredo se divide em duas frentes distintas. A primeira se inicia em Hajin City com uma patrulha rotineira que rapidamente escala para uma invasão militar. O soldado Park Hyun-jun, interpretado por Young Mazino, atua ao lado de fuzileiros sob o comando do primeiro-tenente West, papel de Luke Tennie.
Confrontos e o papel de Mads Mikkelsen
A segunda vertente acompanha o Capitão Price agindo por conta própria. Sem o suporte tradicional de sua equipe, ele busca alianças perigosas para caçar o antagonista Archer, vivido pelo ator dinamarquês Mads Mikkelsen. Rostos conhecidos como Ghost (Samuel Roukin) e Gaz (Elliot Knight) também marcam presença.
Apesar do peso do ator principal, o roteiro peca pela economia de cenas com o vilão. Faltou maior interação direta com o protagonista, limitando o antagonista a aparições espaçadas. O título também tenta inserir dilemas morais nos disparos, embora as consequências práticas dessas escolhas na história sejam mínimas.
Jogabilidade refinada e inteligência artificial
No departamento de jogabilidade, as armas ganharam identidade marcante e a resposta aos comandos é ágil. A movimentação fluida favorece o estilo ofensivo, destacando-se a nova mecânica de bloqueio corpo a corpo nos capítulos estrelados por Price, que exige precisão no tempo de execução.
Por outro lado, a inteligência artificial dos inimigos deixa a desejar em momentos de calmaria. Enquanto o caos das batalhas esconde as falhas, a falta de atenção dos oponentes em situações isoladas acaba quebrando a imersão do jogador durante a exploração dos cenários.
Novidades no modo multijogador
Deixando de lado exageros visuais anteriores, o modo multiplayer aposta em mapas mais claros e estruturados. São 12 cenários centrais para confrontos seis contra seis, três áreas voltadas para Ground War, quatro opções de Gunfight 2v2 e o inédito modo Kill Block, que promete alta variabilidade nas partidas.
Em suma, a experiência de Call of Duty: Modern Warfare 4 consolida o encerramento do arco iniciado anos antes. Embora o antagonista pudesse ter mais destaque e a IA merecesse ajustes, a aventura entrega ritmo e peso ideais para os fãs de uma boa narrativa bélica nos videogames.






