Ex-governador do Rio tem direitos políticos suspensos e é barrado de votar no segundo turno após decisão unânime do Tribunal Regional Eleitoral. O ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) está proibido de participar da votação do segundo turno das eleições, programada para este domingo, 25. A determinação foi tomada por unanimidade pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), que revogou a liminar anterior que garantia ao político o direito de comparecer às urnas em ambas as etapas do pleito.
Origem da suspensão política
A restrição decorre de uma condenação por improbidade administrativa que resultou na suspensão dos direitos políticos de Garotinho por um período de oito anos. A punição está associada a falhas identificadas no programa Saúde em Movimento, executado entre 2005 e 2006, época em que ele atuava como secretário estadual de governo na gestão da então governadora Rosinha Garotinho, sua esposa. Os advogados do político argumentavam que o prazo da penalidade deveria ter início em 2018, momento em que, segundo a defesa, a condenação teria se tornado definitiva, o que faria com que a suspensão expirasse antes do pleito atual. No entanto, a Justiça Eleitoral adotou outros parâmetros processuais, incluindo o trânsito em julgado certificado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 11 de julho de 2025 e o encerramento, em 2020, de um recurso considerado intempestivo.
Impacto nas urnas e desdobramentos
Pouco antes do primeiro turno, o TRE-RJ havia emitido uma autorização provisória para que o ex-governador exercesse o voto em 4 de outubro e em uma eventual segunda etapa. Com o posicionamento desfavorável do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a corte estadual reavaliou o caso e restabeleceu a proibição. Mesmo com a revogação, o órgão determinou que o sufrágio computado para o político no primeiro turno fosse mantido, visto que a liminar estava vigente na ocasião. Nas plataformas digitais, o ex-chefes do Executivo estadual comunicou que pretende recorrer da medida e criticou o cenário político atual. “Vou recorrer”, declarou o ex-governador. “Fica cada dia mais claro para a população que minha presença na política incomoda algumas pessoas. Espero que possa votar. O sistema é forte, mas não desisto facilmente. Enquanto Deus me der força e vida, vou combater aquilo que considero injusto.” Durante a corrida eleitoral, Garotinho obteve 274.411 votos, equivalentes a 3,17% do total inicialmente computado. O andamento da disputa sofreu alterações após o TSE confirmar, em 8 de outubro, por 5 votos a 2, a rejeição de sua candidatura e a invalidação de seus sufrágios. A retotalização dos dados modificou o panorama da disputa pelo Palácio Guanabara, elevando o índice de Douglas Ruas (PL) de 49,27% para 50,88% dos votos válidos, o que garantiu sua vitória ainda no primeiro turno, enquanto Eduardo Paes (PSD) alcançou 44,16%. Com a homologação do resultado definitivo pelo TRE-RJ em 15 de outubro, a necessidade de um segundo turno foi descartada, mantendo o político inelegível e sem acesso às urnas.






