A dona do Instagram e do Facebook alertou que aplicativos de edição de fotos, vídeos e áudios podem inserir marcas técnicas invisíveis nos arquivos, mesmo quando empregados em ajustes simples. Esses rastros são captados de maneira automática pelos sistemas da big tech e acabam gerando restrições severas durante o calendário eleitoral.
O alerta foi publicado por meio de um comunicado oficial atualizado em 21 de outubro de 2026, poucos dias antes da proibição temporária imposta pelo Tribunal Superior Eleitoral.
Impacto das marcas de inteligência artificial
De acordo com a corporação, diversos softwares de edição incorporam indicadores padronizados para registrar o emprego de inteligência artificial. Como os algoritmos detectam esses sinais instantaneamente, as postagens acabam removidas do ar no Brasil para cumprir as normativas da Justiça Eleitoral.
O problema afeta inclusive publicações legítimas que não foram geradas por IA, mas carregam metadados associados a essas ferramentas tecnológicas.
Cronograma das restrições e regras eleitorais
A companhia estabeleceu que o bloqueio preventivo teve início à 0h de 22 de outubro de 2026 e seguiu até as 23h59 de 26 de outubro, pelo horário de Brasília. A empresa garantiu que todo o material ocultado temporariamente voltará a ser exibido publicamente após o encerramento desse intervalo.
A ação cumpre a Resolução nº 23.755/2026. A norma veda a veiculação, compartilhamento e impulsionamento de materiais sintéticos criados ou modificados por IA que envolvam imagem ou voz de candidatos nas 72 horas prévias à votação e nas 24 horas seguintes ao término do pleito. Vale ressaltar que a regra não proíbe o uso de editores comuns ou a cobertura jornalística dos postulantes aos cargos públicos.
Cobranças do Ministério Público Federal
Em paralelo ao anúncio, o Ministério Público Federal exigiu providências urgentes para conferir maior transparência à moderação automatizada de postagens. O órgão solicitou a implementação de checagem humana, justificativas claras para cada remoção e a reativação imediata de conteúdos derrubados por engano.
Dados repassados anteriormente pela plataforma ao órgão fiscalizador revelam que 206.910 publicações foram barradas automaticamente entre 1º e 5 de outubro, durante o primeiro turno, com base em critérios de silêncio eleitoral e detecção de IA.
Como o MPF julgou as justificativas insuficientes, foi determinado um prazo de 48 horas para a empresa responder se adotará as sugestões. A companhia ressaltou que o aviso divulgado em 21 de outubro aborda unicamente os protocolos de IA, não se configurando como uma resposta formal às demandas recentes do Ministério Público.






