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Bradesco manterá expansão de crédito apesar do cenário macroeconômico

Bradesco manterá expansão do crédito apesar do cenário econômico

O Bradesco seguirá ampliando sua carteira de empréstimos independentemente das adversidades do cenário macroeconômico. A garantia foi dada pelo presidente da instituição financeira, Marcelo Noronha, durante a divulgação antecipada dos resultados trimestrais para investidores realizada nesta sexta-feira (23.out.2026).

Foco em operações de menor risco

Diante da pressão exercida pelas condições econômicas sobre o custo do crédito e do aumento geral dos atrasos, a estratégia do banco priorizará alternativas que ofereçam maior proteção contra perdas, direcionando os esforços para clientes com menor perfil de risco e modalidades que contem com garantias sólidas.

“Vamos continuar crescendo, crescendo passivo, crescendo receita de prestação de serviço e crescendo nossa carteira de crédito, onde temos apetite a risco, independentemente do cenário macro”, declarou Marcelo Noronha.

Dessa forma, o crescimento planejado concentrar-se-á em frentes como crédito consignado, financiamento de veículos e empréstimos corporativos lastreados. Em setembro, a carteira total de crédito da instituição alcançou a marca de R$ 1,15 trilhão, registrando alta de 11,1% em um intervalo de 12 meses, impulsionada principalmente pelo segmento de grandes empresas.

Evolução da inadimplência e provisões

O avanço nos indicadores de atraso levou o índice de inadimplência superior a 90 dias a atingir 4,6% ao final do mês de setembro, comparado aos 4,1% registrados no mesmo período do ano anterior. O dirigente pontuou que o ambiente econômico geral impacta diretamente a capacidade de pagamento dos consumidores.

“Temos uma carteira controlada, mas não estamos fora do macro. O macro pesa em todas as organizações”, afirmou.

Parte desse acréscimo nos atrasos decorre de operações atreladas a garantias públicas de fundos administrados por outras instituições, que, embora apresentem atrasos pontuais, asseguram proteção contra perdas definitivas. Como reflexo desse cenário, as despesas destinadas a provisões para perdas com crédito aumentaram 24,3% na comparação anual, somando R$ 10,6 bilhões.

Aporte bilionário e avanço tecnológico

O fortalecimento financeiro do banco ganhou tração com a conclusão de um aumento de capital de R$ 10 bilhões. A movimentação elevou o índice de capital principal para 12,1%, ampliando o fôlego da instituição para conceder novos empréstimos e direcionar recursos para inovação tecnológica e ferramentas de inteligência artificial.

O balanço financeiro apontou um lucro líquido recorrente de R$ 7,11 bilhões no terceiro trimestre de 2026, representando um crescimento de 14,6% frente aos números do ano anterior. A antecipação da divulgação oficial, inicialmente prevista para novembro, ocorreu por exigências decorrentes da recente capitalização.

“Só tinham duas opções: ou adiar ou antecipar, e a gente resolveu antecipar”, explicou o executivo, acrescentando que o detalhamento completo sobre o plano de transformação da empresa ocorrerá em fevereiro de 2027.

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